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Suspeito de planejar crime

Avó descreve pai de Bernardo como 'frio e calculista'

Agência Estado
30 out 2014 às 16:21

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A avó materna do menino Bernardo Uglione Boldrini, Jussara Uglione, de 73 anos, descreveu o pai do garoto, o médico Leandro Boldrini como "uma pessoa fria e calculista" que seria capaz de planejar um crime, durante depoimento à Justiça, no Foro de Santa Maria, nesta quinta-feira, 30. Também afirmou acreditar que a filha, Odilaine, mãe do garoto, não se matou, conforme concluíram a Polícia e o Ministério Público. Confirmou, ainda, ter ouvido de uma babá que o neto foi vítima de uma tentativa de asfixia, pela madrasta, Graciele Ugulini. E revelou ter sido agredida por Boldrini, com um chute no tornozelo, em uma das três viagens que fez a Três Passos para ver o neto.

Jussara foi a 25ª e última testemunha de acusação a depor no processo movido pelo Justiça contra o médico Leandro Boldrini, pai, a enfermeira Graciele Ugulini, madrasta, a assistente social Edelvânia Wirganovicz, presos desde abril, e o motorista Evandro Wirganovicz, preso desde maio, acusados de planejamento, execução ou participação no assassinato de Bernardo. O corpo foi encontrado em um matagal de Frederico Westphalen, a 80 quilômetros da casa da família, que fica em Três Passos, no noroeste do Rio Grande do Sul.

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Leandro e Evandro alegam inocência. Graciele admite que o garoto morreu quando estava com ela, mas diz que por ingestão excessiva de medicamentos. Edelvânia contou que esteve com a madrasta e o garoto, mas sem participar do "evento morte".

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Antes de ser casado com Graciele, Boldrini havia sido casado com Odilaine, mãe do garoto, que se suicidou dentro da clínica do médico em fevereiro de 2010. Por não concordar com a conclusão da polícia, a família pediu reabertura da investigação. A Justiça ainda não se pronunciou. Das 47 testemunhas arroladas pela defesa, 24 prestarão depoimento em Três Passos, nos dias 26 e 27 de novembro. As outras 23 serão ouvidas em outras localidades, em datas a serem marcadas.


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