A PCPR (Polícia Civil do Paraná) investiga a morte de um casal e do filho, encontrados dentro de um apartamento, na tarde desta terça-feira (25), no bairro Água Verde, em Curitiba. As vítimas são Rafael Furuyama, de 23 anos, Marcos Alberto Furuyama, de 58, e Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57.
Segundo o delegado Ivo Viana, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), os três apresentavam ferimentos no corpo compatíveis com o uso de arma branca. Uma faca e um canivete foram recolhidos no apartamento e apresentavam vestígios de sangue. Os materiais serão submetidos a exames periciais para identificar a origem do sangue.
A investigação trabalha inicialmente com a possibilidade de que as mortes tenham ocorrido no domingo (23), embora os corpos tenham sido localizados dois dias depois. Após tentativas de comunicação sem resposta, o síndico do condomínio contratou um chaveiro para entrar no imóvel. Foi quando os corpos da família foram encontrados.
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Câmeras de segurança
A PCPR ainda não analisou as imagens das câmeras de segurança do condomínio. A equipe solicitou o material e pretende fazer uma análise detalhada das gravações.
"Vamos fazer uma análise minuciosa para confirmar se só eles estavam no apartamento ou se outras pessoas estiveram lá, até para excluir algumas possibilidades que até o momento a gente não descarta", afirmou Viana.
De acordo com o delegado, em dois cômodos onde os corpos foram encontrados existem sinais que podem indicar uma briga entre os envolvidos. Nas demais dependências do apartamento, entretanto, não foram identificados objetos quebrados ou fora do lugar, nem vestígios de sangue.
A polícia também não descarta completamente a possibilidade de que as vítimas tenham sido atacadas enquanto dormiam. O delegado, porém, classificou essa hipótese como remota.
Vizinhos ouvidos pela investigação não relataram ter percebido barulhos que chamassem atenção ou a entrada de pessoas estranhas no apartamento.
Uma amiga de Claudia afirmou à polícia que teve contato com ela pelo celular no domingo, informação que também deverá ser considerada na reconstrução dos últimos momentos da família.
Familiares vêm para o Paraná
Até o momento, familiares das vítimas ainda não haviam sido ouvidos pela PCPR. A maioria dos parentes é de Marília (SP) e deveria chegar a Curitiba nesta quarta-feira (26).
A previsão é que os investigadores também ouçam testemunhas nesta quarta para entender como era a rotina da família, como era a convivência entre os moradores do apartamento e se havia algum tipo de problema que possa ajudar a esclarecer o caso.
A investigação também levantou uma informação relacionada ao imóvel onde a família morava. Segundo a apuração feita pelos agentes, o apartamento havia sido levado a leilão e um oficial de Justiça teria comparecido ao condomínio para fazer uma intimação à família.