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Suspeita de feminicídio

Corpo de londrinense assassinada na Bahia deve chegar a Londrina nesta terça

Isabella Alonso Panho - Especial para o Bonde
17 mai 2022 às 09:39
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Karla Giovana, de 23 anos, estava passando uma temporada em Salvador e foi brutalmente assassinada; corpo foi encontrado em Santo Antonio de Jesus e família vez vaquinha para trazê-lo

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Viralizou nas redes sociais na última semana uma vaquinha virtual para arrecadar dinheiro para trazer a Londrina o corpo de Karla Giovana de Souza, de 23 anos. Ela foi encontrada morta em Santo Antônio de Jesus, cidade interiorana próxima do litoral baiano. Contudo, não se trata de uma morte qualquer: a jovem londrinense teria sido vítima de um feminicídio brutal. Com a ajuda do município e das pessoas que se sensibilizaram com o caso, seu corpo deve chegar à cidade por volta do meio-dia desta terça-feira (17). 

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Segundo a delegada Corina Lopes, responsável pela investigação do caso, o corpo de Karla foi encontrado no dia 16 de abril, na BR-101, próximo a uma churrascaria. Não havia documentos de identificação. O IML (Instituto Médico-legal) da região recolheu o corpo, que ficou aguardando reconhecimento por familiares ou amigos durante quase três semanas. Foi graças a uma tatuagem, em que está escrito o nome da filha da vítima, que a família conseguiu reconhecer o corpo, por meio de fotos, na segunda-feira passada, 9 de maio. Até então, Karla era procurada como desaparecida.


A mãe, Ivone de Souza, provavelmente foi uma das últimas pessoas a falar com Karla antes de ela ser assassinada. “A última vez que eu conversei com ela foi um dia antes de ela falecer, na sexta à noite (15 de abril). Era 21h44. Ela me disse que estava com medo, que estava sendo ameaçada. Ela tinha certeza de que ia acontecer alguma coisa com ela, porque disse para mim ‘dessa vez eu me ferrei mesmo. Você se prepara para receber notícia ruim’. Em outra mensagem, ela disse ‘mãe, eu não volto mais a Londrina’”, conta.


A vítima também teria dito à mãe que, no dia anterior, quinta-feira 14 de abril, teria ido a uma festa, onde foi dopada e violentada sexualmente. Para Ivone, Karla disse que tinha intenção de denunciar e fazer exame de corpo de delito. Contudo, não houve tempo. A família suspeita que o assassinato de Karla tenha sido uma retaliação, para que ela não denunciasse o crime.

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A partir da identificação do corpo, a Polícia Civil pode investigar de forma mais apurada quem teria matado Karla. “No dia 15 ela foi para essa festa e para a casa de um amigo. No dia 16 ela aparece morta aqui em Santo Antônio de Jesus e, no local, há disparos de arma de fogo. Chegando lá, para fazer o levantamento cadavérico, a perícia do local detectou também marcas de pneu por cima das pernas dela”, pontua Lopes.


Para a delegada, a chave para resolução do crime é entender o que aconteceu com Karla na passagem entre os dias 15 e 16 de abril: “A partir daí a gente vai ver. Como ela chegou aqui, a 200km de Salvador?”. Entre a capital baiana e Santo Antônio de Jesus são 194km de estada (via continente) e 110km caso a pessoa atravesse a Baía de Todos os Santos de balsa.  



A vaquinha online feita para trazer o corpo de Karla para Londrina chegou perto dos R$ 10mil. Contudo, como conta Marcelo Pinhatari, que foi professor de capoeira da vítima e uma das pessoas que auxiliou a arrecadação, a família conseguiu a ajuda de um carro da Acesf e irá direcionar os valores levantados para custear despesas funerárias. O que sobrar ficará para a filha da vítima, que hoje tem apenas 4 anos. “É um sentimento de revolta, tristeza, impotência. É difícil para todo mundo que conheceu a Karla. Sabíamos que ela estava desaparecida, mas tínhamos esperança”, conta Pinhatari.


Rafaela Aparecida de Souza, prima de Karla, era próxima da vítima e relata a angústia da família. “A gente não está dormindo. Até se confirmar a morte, a gente ainda tinha esperança de encontrar ela com vida. O que fizeram com ela foi muita crueldade. É de chocar mesmo. Parecia um animal, depois que eu vi o corpo dela. É terrível. A dor é inimaginável”, conta a prima. “Pelo menos agora vou poder enterrar minha filha em paz”, diz dona Ivone. 



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