O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Londrina cumpriu nesta sexta-feira (31) seis mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão em Arapongas, Rolândia e Londrina. Os mandados foram expedidos no âmbito da Operação Vicário, deflagrada pelo MP (Ministério Público) de Minas Gerais que investiga furtos de veículos e adulteraçãode chassis e documentos para a comercialização.
De acordo com o coordenador do Gaeco em Londrina, Jorge Barreto da Costa, o braço da organização que atua no Norte do Paraná é o responsável por falsificar os documentos dos veículos furtados, de modo a "esquentar os veículos" para serem comercializados sem restrição.
As investigações da Operação Vicário começaram em Passos (MG) e, nesta sexta, culminou com o cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Paraná – destes 40, nove foram cumpridos na Região Metropolitana de Londrina.
Dos três alvos de mandado de prisão no Norte do Paraná, dois já haviam sido detidos no andamento da Operação Fauda, que identificou suspeitos de fraudar documentos para se apoderar de bens de alto valor de traficantes paraguaios. O terceiro foi detido no cumprimento de um mandado em Arapongas.
A Operação Vicário identificou uma organização criminosa (pessoas que se juntam para o cometimento de delitos em uma estrutura hierarquizada, na qual cada um tem uma função específica) que atuava em três braços bem articulados: um deles, destinado a subtrair os veículos que seriam objeto de adulteração; outro que promovia essas adulterações de chassi e motor; e um terceiro que promovia a falsificação de documentos, que permitiam que estes veículos fossem comercializados sem nenhuma restrição. “Este terceiro braço que é o da região Norte do Paraná, de Londrina, Rolândia e Arapongas”, explica Jorge Barreto.
A investigação apurou que os furtos ocorriam em Minas Gerais e os locais adulteração física ainda são procurados – acredita-se, em princípio, que ocorram em Minas ou São Paulo. “Procuramos veículos que poderiam ter sido subtraídos e guardados aqui [Norte do Paraná], mas estes veículos não foram encontrados, nem outros objetos que seriam produtos de falsificação na nossa região”, afirma Barreto. “Mas isso não exclui que, com as prisões e o avanço de investigações, possam ser identificados mais delitos”, explica.
A Operação Vicário é destinada a reprimir crimes de organização criminosa, furto, adulteração de sinais identificadores de veículos, crimes contra a fé pública (com a falsificação de documentos), estelionatos e, possivelmente, a lavagem de dinheiro proveniente dos crimes.