Polícia

Justiça prorroga prisão de PMs suspeitos de envolvimento em chacina em Londrina

13 jun 2016 às 16:26

A juíza da 1ª Vara Criminal de Londrina, Elizabeth Kather, prorrogou na última sexta-feira (10) a prisão dos policias militares suspeitos de envolvimento na série de mortes ocorrida no dia 30 janeiro em Londrina, quando 12 pessoas acabaram mortas a tiros e 15 ficaram feridas. Eles devem ficar detidos por mais 30 dias. A decisão foi confirmada ao Portal Bonde nesta segunda-feira (13) pela assessoria de imprensa da Polícia Civil do Paraná.

Seis policiais militares, entre eles dois oficiais, foram presos há cerca de um mês por uma força-tarefa coordenada pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) do Paraná e Corregedoria da Polícia Militar. Na ocasião, um civil também foi detido após supostamente ter escondido as armas utilizadas nos homicídios.


No dia 16 de maio o poder judiciário já tinha negado o pedido de revogação da prisão de um dos soldados detidos na operação comandada pela Sesp. A reportagem não conseguiu contato com o advogado que defende o grupo, Cláudio Dalledone Júnior.


As investigações da força-tarefa apontam que a onda de assassinatos tem ligação com a morte do policial militar Cristiano Bottino, de 33 anos, baleado enquanto voltava para casa na zona norte de Londrina. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Na mesma semana, outro PM sofreu um atentado na região, mas conseguiu escapar com vida.

De acordo com a Sesp, os PMs detidos foram afastados das funções até a conclusão dos trabalhos. A prisão dos agentes gerou revolta em familiares e órgãos ligados á classe.


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