Polícia

PM é condenado por envolvimento com quadrilha

02 set 2011 às 16:55

O capitão da Polícia Militar Sérgio Luiz de Souza Sato foi condenado pela Justiça à perda do cargo e a multa de quase R$ 900 mil por improbidade administrativa, entre outras sanções. A decisão, da 2ª vara Cível de Foz do Iguaçu, atende ação civil pública apresentada em dezembro de 2008 pela Promotoria de Justiça de Proteção do Patrimônio Público.

O MP apurou que Sato "teria sido cooptado por quadrilha especializada na exploração de jogos de azar" e que passou a receber dinheiro para manter os bandidos livres. As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado - GAECO. Nesta semana o Ministério Público foi cientificado da sentença, que impôs ainda ao réu a obrigação de devolver R$ 835.444,77, corrigidos, valor recebido por ele dos criminosos para acobertar o bando.


O juiz Gabriel Leonardo Souza de Quadros, responsável pela decisão, destaca que "analisando os documentos trazidos nos autos, fruto de uma intensa investigação elaborada pelo Ministério Público, verifico a existência de indícios suficientes a demonstrar que o réu, no período de 2001 e 2004 efetuou movimentação financeira de mais de R$ 800 mil, o que é absolutamente incompatível com os seus rendimentos".

Mais adiante, complementa: "A movimentação bancária do requerido é claramente imoral e de absoluta improbidade administrativa, pois utilizou-se do cargo público para se auto beneficiar, através de depósitos em sua conta corrente, o que é suficiente para configurar conduta dolosa consistente na vontade livre e consciente de violar os deveres de honestidade (lealdade funcional) e os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade insertos no art. 37, da Constituição Federal de 1988".


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