Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Grupo 'UEL com Flávio Bolsonaro'

Polícia abre inquérito para investigar mensagens nazistas em grupo ligado à UEL

Bruno Souza - Redação Bonde
09 out 2026 às 11:16

Compartilhar notícia

Reprodução
siga o Bonde no Google News!

A PCPR (Polícia Civil do Paraná) instaurou um inquérito policial para investigar mensagens com símbolos nazistas e conteúdo de incitação à violência compartilhadas em um grupo de WhatsApp chamado "Nós da UEL com Flávio Bolsonaro". A investigação apura publicações e ameaças feitas antes do ato político "em defesa da democracia", que aconteceu na noite desta quinta-feira (8), em frente ao RU (Restaurante Universitário) da UEL (Universidade Estadual de Londrina). O Portal Bonde foi o primeiro veículo a publicar sobre o grupo e conversou com um dos administradores. 


Segundo a PCPR, as denúncias começaram a chegar ainda na quinta-feira, encaminhadas pela 24ª Promotoria de Justiça da Comarca de Londrina, por gabinetes parlamentares e pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


- LEIA TAMBÉM: Estudantes da UEL fazem ato em 'defesa da democracia' em Londrina


Bonde revelou mensagens antes do ato na UEL


No início da tarde de quinta, o Portal Bonde publicou reportagem sobre o grupo de WhatsApp “Nós da UEL com Flávio Bolsonaro”, que reunia 700 participantes e continha mensagens de ataques a políticos de esquerda, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e estudantes da universidade, além de manifestações xenofóbicas contra nordestinos.


A reportagem também identificou uma mensagem com imagem de conteúdo nazista e outra que fazia referência a um suposto ataque com bombas na UEL. Na ocasião, a PM (Polícia Militar) informou que não havia recebido denúncia sobre a suposta ameaça de bomba. A universidade também foi procurada e emitiu nota garantindo a segurança dos presentes na manifestação. 


Após a publicação da reportagem, o MPPR solicitou a presença da Polícia Civil na UEL. Nesta sexta-feira, após a repercussão sobre as mensagens, todos os administradores deixaram o grupo, que também perdeu metade dos integrantes.


- LEIA TAMBÉM: Lula perdeu no 1º turno em bairros periféricos de Londrina; veja os números


Identificação de autores das mensagens


De acordo com a PCPR, O inquérito pretende verificar a autenticidade e a integridade das mensagens, identificar os autores e individualizar a conduta de cada pessoa envolvida. Até o momento, segundo a nota enviada, não há investigado formalmente identificado.


A reportagem, entretanto, conversou com o jovem que mandou as mensagens de cunho nazista. Segundo ele, "foi apenas uma provocação a esquerdistas". Ele também disse, sem dar mais detalhes, que ainda não havia "terminado a escola", indicando que pode ser menor de idade.


A Polícia Civil informou que a divulgação de símbolos ou propaganda nazista pode configurar crime previsto no artigo 20, parágrafo 1º, da Lei nº 7.716/1989, com pena de dois a cinco anos de reclusão e multa. A incitação pública à prática de crime também será analisada, com base no artigo 286 do Código Penal.


As diligências tramitam sob sigilo. A PCPR informou que não divulgará nomes de eventuais investigados, em respeito à legislação.


Como denunciar

Cadastre-se em nossa newsletter


A PCPR orienta que pessoas que tenham recebido as mensagens diretamente ou possuam informações sobre o caso não compartilhem novamente o conteúdo nas redes sociais. As informações podem ser repassadas à 10ª Subdivisão Policial de Londrina, na Rua São Pedro, nº 330, Vila Siam, ou por meio de denúncia anônima pelo telefone 181.

Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas