A Federação Nacional dos Policiais Federais – Fenapef - decidiu pela suspensão da greve dos agentes em todo o país após a intervenção do Ministro interino da Casa Civil, Valdir Simão, e do Ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, que estabeleceram um compromisso já agendado para solucionar a crise na Polícia Federal.
O motivo da greve foi a Medida Provisória 657/2014, encaminhada recentemente pelo Governo, que cria prerrogativas políticas para o cargo de delegado, retirando a autoridade e a perspectiva profissional dos demais cargos policiais. As primeiras manifestações já haviam se iniciado em algumas capitais, mas a intervenção de Berzoini e Simões foi considerada o início de uma solução política, que vai envolver vários ministérios. Os ministros teriam se comprometido a rever os termos da MP.
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Segundo a federação, a alta cúpula do governo federal demorou a perceber os efeitos da péssima gestão da Polícia Federal e seus impactos para os servidores e para a Sociedade. A entidade afirma que a gestão da segurança pública tem sido desastrosa, e a personalidade forte de Cardozo tem sido o maior obstáculo para a modernização de um modelo burocrático e ineficiente de polícia fascista, herdado da época da ditadura.
Jones Borges Leal, presidente da Fenapef, explica que "a suspensão da greve mostra que o movimento sindical da PF é apartidário e justo. Só queremos trabalhar em paz e sermos reconhecidos pelo nosso esforço e dedicação. Estamos há quase seis anos com salários congelados e nossas atribuições são realizadas na informalidade, pois não temos uma Lei Orgânica que reconheça nossas atividades de inteligência, análise criminal e perícias".