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Líder da rebelião exigiu presença da imprensa, da juíza e do promotor para liberar os dois reféns - Rafael Barossi - Equipe Bonde
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Violência

Preso morre durante rebelião em Uraí; outro fica ferido

Rafael Barossi/Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33
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Depois de nove horas de negociações, terminou a rebelião na cadeia de Uraí, que resultou na morte de um preso - Aldiney Barroso Fernandes, 19 anos. Outro preso, Reginaldo Barbosa, 37, conhecido como 'Zé Trovão' e apontado como o líder da rebelião, foi baleado.

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A rebelião começou após uma tentativa de fuga frustrada. Barbosa, que rendeu dois policiais – o investigador Luiz Carlos Pinto e o funcionário da cadeia Valter Lemes – tentava fugir porque foi condenado na última quinta (14) a 16 anos pelo assassinato de seu pai com 13 facadas.

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Segundo informações do sargento Consulin, da Polícia Militar de Uraí, Reginaldo Barbosa, que também é condenado por assalto em São Paulo, se aproveitou do momento em que era retirado o lixo das celas e rendeu os dois policiais.


Aldiney Fernandes, neste momento, tentava escapar pela porta de frente da cadeia, mas se deparou com o investigador Eurimar, que chegava à delegacia. Ao tentar sacar a arma, Fernandes foi baleado e morreu no hospital.


Ao ouvir o disparo, Reginaldo tentou fugir pelos fundos da cadeia e, enquanto corria, disparou contra policiais que já haviam sido avisados da fuga. Encurralado, Barbosa retornou à cadeia e com o revólver apontado para a cabeça do investigador Luiz Carlos travou uma longa e desgastante negociação para libertá-lo e libertar Valter, que estava em poder dos outros presos na cela.

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Após pedir um colete à prova de balas, um carro para fugir, a presença de advogados, do promotor, da juíza e da imprensa, Reginaldo entregou as armas, libertou primeiro Valter, que saiu ileso. Passadas algumas horas de negociação, libertou Luiz Carlos Pinto, que levou um tiro que atravessou sua mão esquerda, mas não corre risco de morte.


Participaram das negociações policiais de Cornélio Procópio, Rancho Alegre, Jataizinho, Londrina, Assaí e a Tropa de Choque da Polícia de Londrina, além dos policiais civis e militares de Uraí.


Após o atendimento médico, Reginaldo seria transferido para uma outra cadeia, cujo nome não foi divulgado por motivo de segurança.

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