O suspeito de ser o responsável pela morte da psicóloga Mariana Bertoldi, de 39 anos, está preso desde o último sábado (8), em Curitiba. A vítima era irmã do deputado licenciado Osmar Bertoldi (DEM) e estava grávida de dois meses.
Segundo o delegado titular da Delegacia de Homicídios (DH) da capital, Rubens Recalcatti, após a prisão preventiva ter sido decretada, Leandro Ferreira de Goes, de 25 anos, se apresentou mais uma vez à polícia. O acusado era namorado de Mariana e trabalhava como atendente do narcodenúncia.
Leandro já tinha prestado depoimento na última sexta-feira (7), quando teria confessado o crime. Com a prisão, o delegado afirma que o caso está solucionado. "Ele confessou tudo. Disse que os dois não se entendiam muito bem. Estavam dentro do carro, houve uma discussão e ele deu as facadas nela", afirmou. Recalcatti não quis informar onde o suspeito está detido.
O crime - Mariana Bertoldi foi encontrada morta na noite da última terça-feira (4), na Rua Alferes Poli, próximo à Rua Chile, no bairro Rebouças. Ela tinha marcas de facadas no pescoço, nas costas e no tórax e estava sem documento de identificação. O corpo foi reconhecido pelo Instituto Médico Legal (IML) somente na tarde de quinta-feira (6), um dia depois de a família ter noticiado o desaparecimento.
A polícia diz acreditar que o suspeito era contra a gravidez, o que teria motivado o assassinato. O acusado, porém, nega as informações e apenas confirma que tudo ocorreu por conta de um "desentendimento" entre os dois.