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54% dizem que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum em 2022, aponta Datafolha

Folhapress
13 mai 2021 às 09:40

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Reprodução/Facebook
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Para se reeleger em 2020, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também terá de enfrentar um alto índice de rejeição, que ultrapassa metade do eleitorado e poderá ser um complicador, especialmente em um segundo turno. Dentre os entrevistados pelo Datafolha, 54% dizem que jamais votariam nele.


A rejeição do ex-presidente Lula é a segunda maior, com 36%, seguida pelas de João Doria (30%), Luciano Huck (29%), Sergio Moro (26%) e Ciro Gomes (24%).

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O levantamento foi realizado com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios, nos dias 11 e 12 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.


Pouco mais de dois meses após ter seus direitos políticos restabelecidos, Lula lidera a corrida para a Presidência com margem confortável no primeiro turno e venceria Bolsonaro na segunda etapa, revela pesquisa Datafolha.


O petista alcança 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Bolsonaro.


Em um segundo pelotão, embolados, aparecem o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (sem partido), com 7%, o ex-ministro da Integração Ciro Gomes (PDT), com 6%, o apresentador Luciano Huck (sem partido), com 4%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que obtém 3%, e, empatados com 2%, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o empresário João Amoêdo (Novo).


Somados, os adversários de Lula chegam a 47%, apenas seis pontos percentuais a mais do que o petista. Outros 9% disseram que pretendem votar em branco, nulo, ou em nenhum candidato, e 4% se disseram indecisos.


Num eventual segundo turno contra Bolsonaro, Lula levaria ampla vantagem, com uma margem de 55% a 32%. Ele receberia a maioria dos votos dados a Doria, Ciro e Huck, enquanto o presidente herdaria a maior fatia dos que optam por Moro, seu ex-ministro da Justiça e atual desafeto.


O petista também venceria na segunda etapa contra Moro (53% a 33%) e Doria (57% a 21%).


Já Bolsonaro empataria tecnicamente com Doria, marcando 39%, contra 40% para o tucano. E perderia para Ciro, obtendo 36%, contra 48% para o pedetista.

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Essa a primeira pesquisa de intenção de voto do Datafolha feita desde que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou as condenações judiciais do petista, com a justificativa de que a Justiça Federal em Curitiba não era o foro competente para as ações.


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