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"Direito de ficar calado"

Advogado de Bolsonaro orienta que ex-presidente fique em silêncio

Mônica Bergamo - Folhapress
03 mai 2023 às 11:00

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Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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O advogado Paulo Cunha Bueno, que defende Jair Bolsonaro, diz que o ex-presidente ficará em silêncio ao depor nesta quarta (3) na Polícia Federal.


Ele foi intimado para responder a perguntas dos policiais às 10 horas.

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"Bolsonaro vai exercer o direito de ficar calado", afirma o advogado.

Segundo Cunha Bueno, o ex-presidente está sendo "coagido a ficar quieto" pelo absurdo de a Polícia Federal executar uma ordem de busca e apreensão na casa dele às 7h e, na sequência, marcar um depoimento para menos de três horas depois, sem que os advogados tenham tido acesso aos autos.

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A Polícia Federal cumpre na manhã desta quarta-feira (3) mandado de busca e apreensão em endereço do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de prisão contra seus ex-assessores Mauro Cid e Max Guilherme.


"Eu sou um advogado que raramente orienta um cliente a fazer uso do direito que todos têm ao silêncio", afirma ele. "Mas querer botar calor, não deixar que a defesa conheça os autos antes de a pessoa depor, não nos deixa outra opção", segue.

Cunha Bueno questiona a própria operação, já que os fatos investigados não seriam contemporâneos, como exige a lei para que uma busca seja realizada.

Bolsonaro sofreu uma ação de busca e apreensão em sua casa, em Brasília. Auxiliares dele, como o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, foram presos.

A operação foi deflagrada por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito que investiga milícias digitais.

Ela foi motivada por indícios de que dados de vacinação do ex-presidente no SUS teriam sido fraudados para incluir o registro de imunização contra a Covid-19 para que ele pudesse entrar nos EUA no fim do ano passado.

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Bolsonaro sempre afirmou que nunca tomou vacina.


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Bolsonaro diz que não tomou vacina da covid-19 e nega adulteração em cartão
Alvo de operação da Polícia Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse na manhã desta quarta-feira (3) que não tomou a vacina contra a covid-19.

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