O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, defendeu que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa volte a depor na CPI que investiga irregularidades na estatal e cobrou manifestação mais contundente da presidente Dilma Rousseff. "Não dá para dizer que não sabia", afirmou o tucano, referindo-se a denúncias feitas por Costa da existência de um esquema de corrupção na Petrobras que envolvia governadores e parlamentares de partidos da base governista.
"A marca mais perversa do governo do PT é o aparelhamento do Estado. Eles querem se perpetuar no poder", disse Aécio, que voltou a chamar o episódio de "mensalão 2". O candidato visitou uma igreja evangélica, Ministério Flor de Lis, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, e se comprometeu com os fiéis a manter as posições contrárias à legalização do aborto e a descriminalização das drogas.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Prejudicado pela subida da candidata Marina Silva, do PSB, nas pesquisas, Aécio brincou: "Ainda bem que faltam quatro semanas para a eleição". O tucano se disse confiante de chegar ao segundo turno e vencer a disputa presidencial e lembrou o passado de Marina como militante do PT. O candidato criticou ainda o "silêncio" de Dilma e Marina, ministras do governo Lula, diante do escândalo do mensalão, que veio a público em 2005.