Política

Aécio desconversa sobre possível aliança com o PMDB

13 out 2014 às 18:04

O candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) desconversou nesta segunda-feira (13) sobre a possibilidade de contar com o PMDB em sua base de apoio caso seja eleito no dia 26 de outubro. "A minha relação são com aquelas forças políticas que estão ao nosso entorno, não apenas políticas e partidárias, mas da sociedade brasileira", despistou. Pela quarta vez desde o início da campanha eleitoral, ele esteve hoje no Paraná, onde participou de um encontro com lideranças, na ExpoUnimed, e de uma visita à Pastoral da Criança, ambos os compromissos em Curitiba.
No primeiro turno, as alianças de Dilma Rousseff (PT) com José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) foram duramente criticadas por Marina Silva (PSB), que domingo anunciou apoio ao tucano. Aécio também contou que conversou por telefone com a ex-ministra do Meio Ambiente e que planeja encontrar pessoalmente com ela ainda nesta semana. A data, contudo, ainda não está definida. "Ela (Marina) tocou fundo no meu coração, porque não é um apoio eleitoral, uma manifestação formal. É uma decisão dela, corajosa, a favor do Brasil", disse, garantindo que, se a pessebista estivesse em seu lugar no segundo turno, estaria ao lado dela "sem a menor dúvida".

O ex-governador de Minas Gerais chegou ao ExpoUnimed de helicóptero, por volta das 13 horas, ao lado do governador reeleito Beto Richa (PSDB) e dos senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) e José Serra (PSDB-PR). Assim como nas outras visitas que fez ao Estado, reiterou que, se eleito, acabará com a "discriminação" da União para com o Executivo estadual. "Eu serei o presidente da República que vai reconciliar o governo federal com o Paraná. Nenhum Estado brasileiro foi tão prejudicado pela visão mesquinha e menor da política como foi o Paraná". A dificuldade na liberação de recursos por parte do governo federal foi uma das principais críticas de Beto à senadora Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra da Casa Civil e candidata derrotada ao Palácio Iguaçu.
Já na Pastoral da Criança, Aécio assinou um termo pela beatificação da fundadora da entidade, Zilda Arns, e se comprometeu a firmar parcerias em prol dos direitos da infância. Lá, contudo, ele acabou não conversando com a imprensa. De Curitiba, o presidenciável viajaria para São Paulo, onde à noite grava programas para o horário eleitoral gratuito.


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