Deputados e membros de sindicatos de servidores das sete universidades estaduais do Paraná estão preparando uma série de audiências públicas, em todas as cidades-sede, para discutir o que avaliam ser o "risco de desmonte" das instituições públicas.
As principais queixas dizem respeito a uma suposta falta de autonomia, à demora no repasse dos recursos de custeio, às reposições salariais e à dificuldade de contratar professores temporários. O assunto foi tema de uma reunião no dia 11 de abril, na Assembleia Legislativa (AL), e deve voltar à pauta nas próximas semanas. O calendário ainda não foi definido.
De acordo com o presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da Casa, Tercílio Turini (PPS), a ideia é demonstrar à sociedade os problemas apontados por quem convive todos os dias com eles. "A falta de pessoal é o que mais pega. O governo tinha cortado praticamente todas as horas de contratação de substitutos. Voltou atrás, mas ainda ficou pela metade. O pessoal está sentindo que a crise é extremamente grave. Há casos de docentes e técnicos que saíram há três ou quatro anos e não houve reposição. Isso interfere também na qualidade do ensino e no atendimento nos hospitais", afirmou.
Turini disse que os parlamentares se colocaram à disposição para fazer a interlocução com o governo, que estaria criando obstáculos. Outro ponto levantado foi a demora no repasse de verbas para custeio e a continuidade de obras já iniciadas. "Até coisas que eram de autonomia das universidades, que os reitores resolviam, hoje é o comitê gestor, formado pelas Secretarias da Fazenda e da Casa Civil, que controla. A falta de autonomia administrativa e financeira gera incerteza. Por isso queremos chamar a sociedade e fazer esse debate, com os prefeitos, deputados federais, vereadores, empresários, lideranças e toda a comunidade em geral", prosseguiu.
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