Política

Alvaro Dias diz que Dilma não sabe administrar conflitos

20 dez 2012 às 16:13

Em discurso nesta quinta-feira (20), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que a presidente da República, Dilma Rousseff, não exerce a liderança que lhe cabe em virtude do cargo. Na avaliação do senador, o Poder Executivo se ausenta de debates e negociações importantes para o país.

"A presidente Dilma não tem aptidão para o exercício da liderança política, não exerce a liderança de presidente da República para administrar conflitos. Esteve ausente do debate da redistribuição dos royalties. Não comparece pessoalmente e escolhe mal quem a representa", comentou.


Ao comentar o livro Em Defesa da Política, de Marco Aurélio Nogueira, o senador afirmou que nem Executivo nem Legislativo têm contribuído para o resgate da confiança da população na classe política. No livro, comentou Alvaro Dias, o autor questiona como ficaria a sociedade sem os políticos e "quem faria o que eles fazem?".


Para o senador, o Poder Executivo é condescendente e conivente com a corrupção, e a atual oposição no Congresso Nacional é a menor da história do país. Alvaro Dias afirmou que o Executivo estimula o fisiologismo, o oportunismo e a desonestidade nas relações com a base aliada.


"O governo, ao reduzir o espaço da oposição, reduz o espaço da crítica, da denúncia e da fiscalização. E pode errar mais confortavelmente, pode abrir as portas da corrupção, porque para bancar, para sustentar, para alimentar a enorme base de apoio, é obrigado a abrir os cofres públicos, e o que se vê é a repetição dos escândalos de corrupção", disse.


Alvaro Dias também criticou o fato de o Congresso Nacional ter acumulado mais de 3 mil vetos presidenciais na fila de votação. Esse dado demonstra, segundo ele, que o Parlamento também está se ausentando de seus deveres.

"Ou a presidente Dilma assume a sua responsabilidade e impõe-se como líder, comanda o processo, articula a busca de consenso, administra conflito de interesses entre unidades federativas, ou a crise se aprofundará no próximo ano", disse o senador, referindo-se principalmente às questões do pacto federativo.


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