O deputado federal André Vargas será investigado por quebra de decoro parlamentar pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por conta do envolvimento com o doleiro londrinense Alberto Youssef, preso na operação "Lava Jato" da Polícia Federal sob acusação de lavagem de dinheiro.
Desde que o escândalo estourou, Vargas tem evitado conceder entrevistas, se manifestando apenas por meio de notas à imprensa.
Até as redes sociais, ferramentas usadas com frequência pelo deputado e ex-secretário de comunicação do PT.
A última postagem de Vargas no Twitter e Facebook foi feita no último sábado (5), e refere-se a uma emenda parlamentar que garantiu recursos para uma obra do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) de transposição da linha férrea em Rolândia, norte do Paraná. Foi a única postagem do dia.
Para efeito de comparação, no sábado anterior (29 de março), o deputado fez 12 atualizações no Twitter, onde tem mais de 13 mil seguidores.
O perfil do Facebook de Vargas, apesar de não ser mais atualizado, tem recebido uma série de críticas nos comentários das postagens antigas. "A casa caiu André, te prepara que o Joaquim vai te pegar!", diz uma delas. Por outro lado, há também manifestações em defesa do deputado, como "bom trabalho" e "estamos com você".
André Vargas pediu licença da Câmara dos Deputados por um prazo de 60 dias, que vence em 5 de junho. Durante este período, ele perde direito ao salário de R$ 26 mil mais verba de gabinete.
O processo aberto pelo Conselho de Ética pode resultar na cassação do mandato de Vargas, que corre o risco de perder os direitos políticos pelos próximos oito anos.