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André Vargas aparece para depor no Conselho de Ética

Redação Bonde com Agência Câmara
05 ago 2014 às 16:39

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Antonio Araújo / Câmara dos Deputados
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O deputado André Vargas chegou por volta das 15h30 para a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar em que está prevista a apresentação e votação do parecer do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) sobre o processo contra o parlamentar afastado do PT.

A presença de Vargas pegou a todos de surpresa. Ainda não se sabe se ele irá depor ou apenas assistirá à reunião. O deputado não quis dar entrevista e informou que só falaria após a reunião.

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Vargas é acusado de intermediar contratos do laboratório Labogen com o Ministério da Saúde. O Labogen é propriedade do doleiro Alberto Youssef, preso em março pela Polícia Federal na operação Lava Jato.


Afastamento


O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados está analisando neste momento um pedido de suspensão do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) do posto de relator do processo contra o deputado André Vargas.


A defesa de Vargas pediu o afastamento de Delgado na noite de ontem, argumentando que ele teria mostrado interesse no desfecho do processo e adotado uma postura de julgador, sem isenção no caso.
O advogado de Vargas, Michel Saliba, pediu que o próprio relator se declare suspeito ou que o conselho decida por seu afastamento. O presidente do colegiado, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), ainda decidirá se o pedido de suspensão será submetido aos demais conselheiros.


Delgado se defendeu, afirmando que não teve nenhuma atitude que desabonasse sua posição de relator, e disse que não vai declarar-se suspeito porque deu todas as oportunidades para Vargas depor – ele foi chamado seis vezes para reuniões do conselho – e nunca compareceu. Em vez disso, ressaltou o relator, Vargas optou por apresentar mais esse recurso protelatório, pedindo seu afastamento.

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Por outro lado, Vargas disse que Júlio Delgado já teria declarado, no dia 10 de abril, que as provas contra ele são mais contundentes que as do mensalão. O parlamentar afirmou ainda que todos os depoimentos de testemunhas no conselho corroboraram o discurso feito por Vargas no Plenário da Câmara em abril, quando negou envolvimento com o esquema investigado pela Polícia Federal referente ao doleiro Alberto Youssef, preso durante a operação Lava Jato, e admitiu apenas ter sido "imprudente" ao fazer uma viagem ao Nordeste em um jatinho pago por Youssef.


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