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Em votação simbólica

Aprovada PEC que permite projetos de iniciativa popular

Agência Estado
10 jul 2013 às 17:29

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira, 10, em votação simbólica, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que facilita a apresentação de propostas legislativas de iniciativa popular. A matéria, relatada pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), permitirá que pessoas deem apoio por meio de assinaturas eletrônicas para se apresentar tanto projetos de lei como PECs ao Congresso Nacional.

O texto, que reúne propostas apresentadas pelos senadores Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), seguirá para o plenário do Senado e depois terá de passar pela Câmara dos Deputados. A proposta consta da pauta prioritária lançada na semana passada pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), como uma das respostas às manifestações das ruas. Ela deve ser votada antes do recesso parlamentar.

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O parecer de Lindbergh Farias passa a permitir que uma proposta de emenda constitucional seja apresentada por iniciativa popular, inclusive com a coleta de assinaturas eletrônicas. Será necessário o apoio de cerca de 1% do eleitorado nacional, ou seja, 1,4 milhão de pessoas atualmente distribuídos em pelo menos cinco estados. Com os mesmos parâmetros anteriores, o texto do petista também libera a apresentação de emendas de iniciativa popular a PECs e projetos de lei que tramitem na Câmara ou no Senado.


No caso da apresentação de projeto de lei de iniciativa, a PEC reduz a exigência do número mínimo de apoios populares, também com a possibilidade de coletar os apoios pela internet. Elas cairiam dos atuais 1% para 0,5% do eleitorado brasileiro - cerca de 700 mil pessoas. Se a proposta for aprovada, outra inovação é que os projetos de iniciativa popular tramitariam em regime de urgência constitucional. Ou seja, se não for analisada, trancariam a pauta do plenário da Câmara 45 dias após ser apresentada.


O relator acatou uma emenda apresentada pelo líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), para deixar para uma lei a regulamentação da forma como as assinaturas eletrônicas serão conferidas. Lindbergh disse ter colocado a tese da "cidadania digital" para permitir que as propostas possam ser feitas pela internet.

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"É ridículo para nós, do Parlamento brasileiro, ter que observar no último projeto de iniciativa popular, que foi a Lei da Ficha Limpa, ver que chegaram aqui carrinhos de supermercado. Era impossível a conferência daquele 1,3 milhão de assinaturas e um grupo de parlamentares acabou apresentando o projeto", afirmou o senador do PT, referindo-se à norma aprovada pelo Congresso em 2010.


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