O Instituto Atlântico, uma das organizações sociais de interesse público (Oscips) acusadas de desviar dinheiro público da Rede Municipal de Saúde, no início de 2011, teve os bens bloqueados pela Justiça.
A decisão é da 2.ª Vara de Fazenda Pública de Londrina. O prefeito Alexandre Kireeff e o procurador jurídico do município, Zulmar Facchin, devem passar mais detalhes sobre o assunto em entrevista coletiva marcada para o início da tarde desta quarta-feira (24).
O esquema de desvio de verba pública foi desbaratado pelo Ministério Público em maio de 2011 por meio da Operação Antissepsia. A série de irregularidades era realizada através de contratos firmados com o Atlântico e o Instituto Gálatas.
O esquema também teria contado com a participação de conselheiros municipais, empresários, contadores e até do então procurador do Prefeitura de Londrina, Fidélis Canguçu. Pelo menos 20 pessoas foram presas na época. Todas e mais alguns envolvidos respondem a ações na Justiça.
O desvio total de recursos públicos, de acordo com as investigações, ultrapassa os R$ 15 milhões.