Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Depoimento à Justiça Federal

Costa diz que 3% das obras da Petrobras eram desviados para políticos

Rubens Chueire Jr - Equipe Folha
09 out 2014 às 15:56

Compartilhar notícia

siga o Bonde no Google News!

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, explicou, durante seu depoimento na Justiça Federal do Paraná, na última quarta-feira (8) que, em média, 3% sobre os valores dos contratos fechados pela Petrobras com grandes empresas eram destinados a partidos políticos. "Dos 3%, 2% eram para atender ao PT, por meio da diretoria de Serviços".

Ele completa relatando que outras diretorias, como Gás e Energia e Exploração e Produção, que também tinham indicações feitas pelo PT, estavam "incluídas no esquema". O 1% restante, segundo Costa, era destinado à diretoria de Abastecimento, cargo ocupado por ele, e que tinha indicação política do PP. "Em média, dependendo do contrato fechado pela Petrobras, este percentual podia variar. Deste total, 60% ia para o partido, 20% para despesas (nota fiscal para envio, por exemplo). Entre os outros 20%, 70% ficava para mim e 30% ia para o Youssef ou, até 2008, para o ex-deputado José Janene".

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Costa ainda reforçou que recebia em espécie, normalmente em casa ou no seu escritório. Estes valores sempre eram entregues por Youssef e, anterioremente, por Janene. O engenheiro mecânico ainda lembrou que a diretoria Internacional da estatal tinha indicação do PMDB.
"Possivelmente já acontecia antes de eu ir para lá (em 2004) porque estas empresas já trabalhavam com a Petrobras há muito tempo. E como mencionei, as indicações de diretorias, sempre foram políticas", ressaltou ele, durante o depoimento.


Paulo Roberto Costa confirmou durante seus depoimentos a existência de um ``cartel´´ de grandes empreiteiras que, durante reuniões, decidiam quem iria vencer a disputa de licitação para obras da Petrobras. ``As empresas se reuniam e decidiam quem iria vencer determinada licitação para realizar não somente obras da Petrobras, mas outras obras do País todo. Nunca
participei destas reuniões, mas sabíamos disso quando era feita a licitação´´, ressaltou.
Segundo ele, os pagamentos de propina eram efetuados diretamente por representantes das empresas para os operadores do esquema (Youssef, por exemplo). ``Não passava nada pelo Petrobras. Os diretores/presidentes das empresas tinham conhecimento desses pagamentos. Faziam parte do cartel a OAS, Camargo Correa, Odebrecht, Iesa, Mendes Junior, Queiroz Galvão, Toyo Setal, Galvão Engenharia, UTC Constran, Engevix, Andrade Gutierrez´´, afirmou o ex-diretor da Estatal.


Youssef disse que, enquanto operava o esquema para o PP, João Vaccari fazia o mesmo para o PT e Fernando Soares, para o PMDB.

Cadastre-se em nossa newsletter

uestionado pelo próprio advogado se tinha conhecimento de que, alguns meses antes de PR Costa assumir a diretoria de abastecimento, que foi retirado do cargo por não concordar em participar do esquema, Youssef negou, mas informou que, para que Paulo Roberto Costa assumisse a diretoria de abastecimento, os agentes políticos trancaram a pauta do Congresso durante 90 dias. "O presidente da época, Luiz Inácio Lula da Silva, ficou louco, mas teve que ceder e empossar Costa na diretoria".


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas