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Delator descreve 'salinha' de aeroporto onde teria se reunido com Temer

Agência Estado
17 jun 2016 às 10:02

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Lula Marques/ AGPT
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No depoimento gravado em áudio e vídeo à Procuradoria-Geral da República, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, delator bomba da Lava Jato, relatou detalhes do encontro que afirma ter tido, em setembro de 2012, com o hoje presidente em exercício Michel Temer (PMDB), na Base Aérea de Brasília.

O delator afirma que pagou R$ 1,5 milhão, em propina, para a campanha de Gabriel Chalita, candidato apoiado por Temer à Prefeitura de São Paulo, naquele ano.

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Machado contou que o senador Valdir Raupp (PMDB-RR), também em 2012, o procurou "dizendo que o candidato (Chalita) do vice-presidente Michel Temer estava em dificuldades financeiras". Raupp perguntou a Machado, então presidente da Transpetro, se ele poderia ajudar.


"Eu liguei pro vice Michel Temer e marquei com ele no aeroporto militar de Brasília, na sala vizinha à sala da Presidência. Em setembro, num início de noite", relatou. "Ele falou da dificuldade que estava tendo acerca da campanha do Chalita. Eu disse que podia ajudá-lo em R$ 1,5 milhão, mas que depois eu informaria a ele a empresa. Telefonei depois a ele depois, informando que essa doação seria feita pelo Diretório Nacional através da empresa Queiroz Galvão", disse Machado.


O delator foi questionado pelos procuradores da força-tarefa da Lava Jato sobre o local onde teria se encontrado com Michel Temer. "Nós chegamos lá e fomos para uma salinha pequena onde conversamos durante 15 a 20 minutos. Você tem a sala de Presidência do lado, você tem outra sala onde embarcam as autoridades. Nessa sala onde embarcam autoridades tem uma salinha, onde eu fiquei com ele", disse.

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Um dia após ter o nome citado pelo ex-presidente da Transpetro, o presidente em exercício convocou de última hora uma declaração à imprensa para contestar as informações do delator. Temer chamou a manifestação de Machado de "irresponsável, leviana, mentirosa e criminosa". "Não deixarei passar em branco essas acusações levianas", afirmou.


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