Política

Diante de juiz da Lava Jato, operador de propinas chora

17 jul 2015 às 21:34

O empresário Mário Góes, suposto operador de propinas na Diretoria de Serviços da Petrobras, chorou diante do juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, nesta sexta-feira, 17. A defesa de Góes disse a Moro que o cliente, preso desde fevereiro deste ano, não tinha condições psicológicas de ser interrogado.

"Eu estou abalado, realmente. Meu filho teve problemas de saúde", afirmou com a voz embargada.


O filho de Mario Góes, Lucélio Góes, informou à Justiça que foi internado durante a semana. Lucélio Góes prestaria depoimento à Justiça Federal no Paraná, base da Lava Jato, mas não compareceu. Nos autos, sua defesa anexou atestados médicos que indicam a internação.


"A defesa entende que o interrogatório do acusado neste momento traz a ele e sua defesa intransponível prejuízo. Na medida em que ele é referido em fato e circunstâncias narradas na denúncia com outros corréus que estão em processos desmembrados. Portanto, ele ser interrogado neste momento é extremamente prejudicial", afirmou um dos advogados de Mário Góes.


"De outro lado, conforme antecipado a este juízo, o acusado não tem a menor condição psicológica de ser interrogado nesta data."


A defesa pediu, então, que o interrogatório de Mário Góes fosse remarcado, o que foi indeferido pelo juiz Sérgio Moro.

"Não tem a menor condição emocional e psicológica de ser interrogado nesta data", disse o advogado.


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