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Dilma quer intensificar parcerias com extremo oriente

Agência Brasil
02 jan 2011 às 18:39
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As trocas na área de alta tecnologia com o Japão e com a Coreia do Sul deram a tônica dos encontros mantidos hoje (2) da presidenta Dilma Rousseff com o primeiro-ministro da Coreano, Kim Hwang-Sik e com o ex-primeiro ministro do Japão, Taro Aso. De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, Dilma tratou com o primeiro-ministro da Coreia sobre a cooperação na área de energia nuclear, petróleo e construção naval.

De acordo com o ministro, Hwang-Sik também manifestou desejo de firmar acordos com o Brasil. "Foi um debate substantivo em que se falou de parceria estratégica em áreas de alta tecnologia. Há desejo mútuo de intensificar a cooperação na área de energia nuclear, petróleo e construção naval", disse o chanceler brasileiro que acompanhou a presidenta nas conversas.

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Com a Coreia do Sul, o Brasil também quer equilibrar sua balança comercial. "Vamos examinar uma forma de equilibrar o comércio. Hoje temos um deficit com a Coreia do Sul e eles chegaram a falar na hipótese de um acordo comercial entre a Coreia e o Mercosul".

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No primeiro semestre de 2010, as exportações brasileiras para a Coreia foram de US$ 2,17 bilhões e as importações chegaram a US$ 5,61 bilhões. A ideia de uma acordo comercial com os países do Mercosul já foi defendido, em setembro de 2010, pelo vice-ministro do Ministério da Economia do Conhecimento da Coreia do Sul, Kyungsik Kim.

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A presidenta também conversou, tanto com o ex-primeiro ministro do Japão, quanto com o primeiro ministro da Coreia, sobre o trem de alta velocidade.


Dilma e Taro Aso se conhecem há mais de cinco anos, desde que a então ministra Chefe da Casa Civil esteve no Japão para celebração dos 100 anos da imigração japonesa. "Dilma agradeceu papel do Taro Aso como presidente do grupo parlamentar nipo-brasileiro e também todo o apoio que ele deu na tramitação no Congresso de um acordo de previdência que beneficia os imigrantes brasileiros no Japão", disse Patriota.

Após os encontros, Dilma retornou para a Granja do Torto, onde deve morar por mais 15 dias, antes de se mudar para o Palácio da Alvorada. Não há compromissos oficiais previstos para a tarde desse domingo na agenda da presidenta da República.


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