A intenção de votos para reeleger a presidente Dilma Rousseff passou de 33,4% em julho para 36,4% em setembro, de acordo com levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), realizada em parceria com a MDA, divulgado nesta terça-feira, 10. Na pesquisa estimulada, que dá quatro opções de possíveis candidatos para os entrevistados, a ex-senadora Marina Silva aparece na segunda posição, com 22,4%, ante 20,7% no mesmo período. O senador Aécio Neves (PSDB) manteve o porcentual de 15,2% das intenções de votos. O desempenho do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), oscilou de 7,4% para 5,2%.
No levantamento feito em junho pela CNT, Dilma aparecia com mais de 50% das intenções de voto. Também houve redução no porcentual de pessoas que responderam que votariam branco ou nulo: de 17,9% para 14,9%. Outros 5,9% não responderam. Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 135 municípios de 21 unidades da federação, das cinco regiões, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
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Já na pesquisa espontânea (quando não são apresentadas as opções ao entrevistado), Dilma também aparece em primeiro, com 16% das intenções de voto. Em seguida, aparece o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 9,7% das intenções. Depois estão Marina, com 5,8%, Aécio (4,7%); Campos (1,6%) e o ex-governador José Serra (PSDB), com 1%. o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, também apareceram nas respostas, ambos com 0,5% das intenções de voto.
Segundo turno. De acordo com a pesquisa, Dilma seria reeleita nas próximas eleições se enfrentasse o senador écio Neves (PSDB), o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ou a ex-senadora Marina Silva. Igual resultado foi verificado na pesquisa de julho. O cenário mais apertado demonstrado agora, de acordo com a pesquisa de intenção de voto estimulada, é na disputa entre a presidente e Marina. Dilma Rousseff teria 40,7%, ante 31,9% da ex-senadora. A pesquisa estimulada é aquela em que são apresentados os nomes dos prováveis candidatos ao entrevistado.
Se o segundo turno fosse com Aécio, Dilma teria 44% e o tucano, 24,5%. Na disputa com Eduardo Campos, a presidente teria 46,7% dos votos, contra 16,8%.
Se o segundo turno fosse entre Marina e Aécio, a ex-senadora teria 39% dos votos e o tucano, 22%. Em um eventual pleito entre Marina e Campos, ela venceria com 45%, contra 12,5% do governador pernambucano. No último cenário feito pelo instituto, Aécio venceria Campos com 30,9% dos votos, ante 14,9%. A pesquisa foi feita em 135 municípios, de 31 de agosto até 4 de setembro.
Rejeição
Apesar de liderar todos os cenários, Dilma tem a maior rejeição entre os quatro candidatos apontados na pesquisa estimulada. De acordo com a CNT/MDA, 41,6% dos entrevistados não votariam de jeito nenhum na presidente, seguida de Aécio (36,8%), Campos (33,5%) e Marina (30,8%). Por outro lado, 20,2% dos entrevistados só votariam na petista. Outros 11,1% se disseram fiéis à intenção de voto em Marina e 6,5% só votariam em Aécio. Apenas 2% responderam que só votariam em Eduardo Campos.
O governador de Pernambuco é o mais desconhecido do público. Os resultados mostram que 34,7% não conhecem ou nunca ouviram falar de Campos. Já Aécio é desconhecido para 17,9%, Marina Silva para 10,5% e Dilma Rousseff, 0,8%.