O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a se referir nesta sexta-feira (20) à polêmica demissão do ex-ministro da Educação Cid Gomes (Pros-CE), que deixou o cargo anteontem, após pedir que os partidos da base aliada sejam de situação "ou então larguem o osso". Em rápida conversa com jornalistas na chegada à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba, o parlamentar chamou Gomes de "desqualificado".
"(O ex-ministro) teve o destino que queria ter, ao ser demitido. A Câmara o está processando. E eu não vou bater boca com aquele que se acha inimputável. Ele se acha um indígena. Então efetivamente ali é um caso de processo judicial", afirmou.
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Cunha disse ainda que o episódio não deve afetar a relação do PMDB com o Palácio do Planalto."Nós vivemos um período de crise política, que efetivamente acabará sendo superada na medida em que o diálogo, a articulação política, seja feita pelo governo buscando uma reaproximação com a sua base. E isso estará ocorrendo".
O presidente da Câmara está na capital paranaense para participar da inauguração do programa "Câmara Itinerante", que tem como objetivo levar as discussões promovidas na Casa às diferentes regiões do País. Ele chegou à Alep pouco antes das 9 horas, acompanhado do governador Beto Richa (PSDB) e do presidente do Legislativo estadual, Ademar Traiano (PSDB). O evento deve durara manhã inteira. Depois, Cunha almoçará com deputados na Alep e, em seguida, visitará a Escola Alternativa, que atende crianças com deficiência.