Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Projeção de crescimento

Eleitorado cresce mais em redutos do PT do que do PSDB

Agência Estado
08 dez 2014 às 09:45

Compartilhar notícia

Divulgação
siga o Bonde no Google News!

O eleitorado está crescendo mais em redutos petistas que em tucanos - e projeções de população até 2030 indicam que essa tendência se manterá nas próximas eleições presidenciais. Se os padrões geográficos de voto não mudarem, o PSDB, principal partido de oposição, terá na demografia mais um adversário a superar.

Análise do Estadão Dados revela que, nos 15 Estados onde o PT venceu todas as últimas três disputas presidenciais, o número de eleitores aumentou 51% nas duas décadas entre 1994 e 2014. Já nos sete Estados onde o PSDB ficou à frente no mesmo período, o crescimento foi de apenas 40%.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Nos próximos 16 anos, o eleitorado nos redutos petistas e tucanos deve aumentar em 16% e 13%, respectivamente, segundo cálculos do Estadão Dados com base nas mais recentes projeções de população do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Os efeitos eleitorais dessa tendência são pequenos a curto prazo, mas crescentes, e podem afetar o resultado de uma disputa apertada. A presidente Dilma Rousseff (PT), por exemplo, teria obtido 1,2 milhão de votos a menos de vantagem sobre Aécio Neves (PSDB) se o eleitorado de cada Estado em 2014 fosse, em termos proporcionais, o mesmo de 1994.


Regularidade


Um padrão geográfico de voto vem se manifestando com contornos cada vez mais nítidos desde 2006: o PT ganha nas regiões Norte e Nordeste, além da parte mineira e fluminense do Sudeste, enquanto o PSDB conquista São Paulo, a Região Sul e os dois Estados da fronteira oeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.


Das 27 unidades da Federação, apenas cinco tiveram vencedores dos dois partidos nas últimas três eleições - nos demais, o ganhador no segundo turno foi sempre da mesma legenda.


O que vem mudando é a distribuição do eleitorado nos Estados e regiões. Em 1994, 46,7% dos brasileiros que compareceram às urnas eram do Sudeste. Desde então, a participação dessa região vem caindo, até chegar a 43,3% neste ano. Em 2030, a fatia deve ser próxima de 42%.


O Sul, que hoje é um reduto tucano, também vem encolhendo como proporção do eleitorado total do País: de 16,7% em 1989 para 14,7% atualmente.


Já a participação do Nordeste, no mesmo período, subiu de 25,1% para 26,9%. O Norte, que concentra os Estados com crescimento populacional mais acelerado e que superou o Centro-Oeste em 2007, passou de 5,2% para 8,7% do eleitorado nacional.
Os ritmos distintos de crescimento se devem a fenômenos migratórios e a variações nas taxas de natalidade e mortalidade.


No Norte e no Nordeste, é maior a proporção de jovens no total da população. Há mais mulheres em idade fértil, e o número de filhos por mulher é maior - embora essa taxa esteja em queda acelerada, o que aponta para uma convergência entre as diferentes regiões no futuro.


Vantagem


O fato de os redutos petistas crescerem mais rapidamente não assegura ao partido vitórias nas próximas eleições - para que isso aconteça, basta que ele tenha uma vantagem menor nas áreas onde costuma vencer, ou perca por margem maior nos redutos dos adversários.

Cadastre-se em nossa newsletter

Em parte, esse fenômeno já aconteceu em 2014, mas não a ponto de provocar uma derrota petista. Em relação a 2010, quando venceu pela primeira vez, o desempenho de Dilma no segundo turno piorou em quatro das cinco regiões do País - a exceção foi o Nordeste, onde melhorou de 70,6% para 71,7% dos votos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas