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Em Londrina

Ex-secretário responde ação penal militar

Fábio Cavazotti-Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33
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O ex-secretário municipal de Governo, Adalberto Pereira da Silva, deve ser intimado nos próximos dias para apresentar suas testemunhas de defesa em processo a que responde na Justiça Militar Estadual por, supostamente, ter auxiliado dois acusados de comandar esquema de caça-níqueis em Londrina a corromper um tenente da Polícia Militar. O caso é fruto de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizada em 2007, que apreendeu 212 máquinas de caça níqueis, diversos microcomputadores, armas de fogo e R$ 70 mil em espécie.

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Na oportunidade, o Gaeco descobriu indícios de que o tenente Diogo Andrade dos Santos, que respondia pela chefia do Serviço Reservado da PM, teria despesas com aluguel de um apartamento custeadas por Mauro Roberto Onofre Coelho e José Ricardo Pinto, ambos suspeitos de comandar o esquema de jogos ilegais na cidade. A aproximação entre o tenente Diogo e os proprietários de caça-níqueis teria sido realizada por major Adalberto - militar da reserva que ocupava cargo de primeiro escalão na administração Nedson Micheleti (PT).

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''Segundo o tenente Diogo, dois dias após o desfecho da operação policial (...), o major Adalberto foi à sua residência e sugeriu-lhe (sic) para conhecer uma pessoa, com a qual imediatamente contatou por telefone, e em seguida, Mauro Coelho compareceu ao seu apartamento'', anotou o promotor Misael Duarte Pimenta Neto na denúncia levada à Justiça Militar em setembro de 2008. A partir dali, Mauro Coelho teria passado a arcar com os aluguéis de um apartamento para o tenente Diogo em troca de informações sigilosas sobre ''operações policiais destinadas à apreensão de máquinas caça-níqueis''. Major Adalberto é acusado de atentar contra três artigos do Código Penal Militar -violação de dever; facilitar a execução, ocultação, impunidade e a vantagem de outros crimes; e co-autoria.


Além da ação que tramita na Justiça Militar contra o ex-secretário e o tenente Diogo (ambos pertencentes à Polícia Militar), o caso gerou uma ação penal no Fórum de Londrina incluindo outros nove acusados civis. Coelho teve a prisão preventiva decretada e está foragido até hoje.


Em contato com o cartório da Vara da Justiça Militar, em Curitiba, a FOLHA foi informada de que todos os réus já foram ouvidos e negaram as denúncias. Também já foram interrogadas as testemunhas de acusação - na maior parte policiais do Gaeco em Londrina. Adalberto e o tenente Diogo terão cinco dias para indicar as testemunhas de defesa a partir da intimação - que deve ocorrer até o final da próxima semana.

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Segundo o advogado José Pereira de Morais Neto, que representa o ex-secretário junto a Justiça Militar, seu cliente apresentou o tenente Diogo a Mauro Coelho a pedido desse último. ''Eles estavam num lugar público. Coelho perguntou ao major se ele conhecia o tenente e se ele poderia apresentá-los'', conta.


O advogado afirma que o major não conhecia as intenções de Coelho e que a apresentação aconteceu em lugar público. ''As próprias testemunhas arroladas pelo Ministério Público corroboram essas informações'', explica. Na ocasião, conta, Adalberto estaria em um conhecido restaurante de Londrina acompanhado por outras pessoas.

A FOLHA não conseguiu contato com os advogados de Mauro Onofre, José Ricardo Pinto e tenente Diogo. (Colaborou Rosiane Correia de Freitas)


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