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Geraldo Alckmin cai em pegadinha de estudantes em São Paulo

Agência Estado
03 out 2014 às 21:47

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O governador Geraldo Alckmin posou nesta sexta-feira (3) para fotos com um grupo de estudantes que carregavam cartazes de protesto contra a crise de abastecimento de água que atinge a região metropolitana de São Paulo. Todos eles declararam apoio ao candidato da oposição Alexandre Padilha (PT)

A iniciativa da reivindicação veio de sete estudantes de um cursinho da região do Largo Treze de Maio, onde Alckmin realizava uma caminhada. Eles pediram para tirar fotos com o tucano durante uma caminhada que ele fazia na região, zona sul da capital. Como de costume, o governador, que nunca recusa fotografias com os eleitores, atendeu o pedido, sem saber que seria vítima de um protesto.

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Quando todos estavam a postos e sorrindo, uma das estudantes sacou do bolso um pequeno cartaz com os dizeres: "Cadê a água?". Várias imagens foram registradas pelo celular de uma das garotas do grupo de manifestantes.


Integrantes da campanha de Alckmin repreenderam o grupo quando se deram conta do ato. "Para que isso?", perguntou, em tom de revolta, o ajudante de ordens do governador aos estudantes.


Alckmin ficou constrangido ao se dar conta que tinha caído numa peça pregada pelos jovens. O tucano sorriu e se retirou.


O grupo era formado por Aline Cerqueira, de 18 anos, Barbara Cavazzani, de 17, Gabriela Bechara, de 18, Lais Poza, de 17, Mateus Andrade, de 18, Elen Dornelis, de 20, e Maria Gabriela, de 20, que não quis se identificar pelo sobrenome.


Eleita a porta voz do grupo, Lais disse que a ideia veio de improviso, quando o grupo saía da aula para almoçar e se deparou com a aglomeração de pessoas que acompanhavam Alckmin na caminhada. Ela afirmou que o que indigna os jovens era o fato de o governador não assumir que o racionamento de água já existe nos municípios operados pela Companhia de Saneamento Basíco do Estado de São Paulo (Sabesp). Para ela, Alckmin não tem "vergonha na cara".


"O problema é a falta de vergonha na cara de não reconhecer que já existe racionamento em muitos lugares. E não só pela seca. É que não houve planejamento também", afirmou ela.

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Todos eles declararam voto a Luciana Genro (PSOL) a presidente e a Alexandre Padilha (PT) para governador.


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