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Corporativismo

Justus defende deputados com carteira suspensa

Catarina Scortecci/Equipe Folha
31 dez 1969 às 21:33
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O presidente da Assembleia Legislativa, Nelson Justus (DEM), voltou a afirmar nesta terça-feira (26) que a Casa "não deixará a sociedade sem resposta", quanto ao processo de cassação do mandato do deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB), e saiu em defesa dos parlamentares que têm problemas com suas carteiras de motoristas, em especial aqueles que integram o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa.

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"Não passa pela cabeça de nenhum de nós que a responsabilidade não seja nossa. Somos como qualquer cidadão. Temos os mesmos defeitos e qualidades. Se temos pontos, temos a carteira de motorista cassada. E acabou-se. Não tem novidade nenhuma", disse Justus, alegando que a questão do comportamento dos parlamentares no trânsito é "um assunto menor".

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"Os pontos (na carteira de motorista) não denigrem a imagem de nenhum dos membros do Conselho de Ética, que são competentes para apurar o caso. Não vamos criar polêmica em torno de uma fatalidade triste", defendeu Justus, um dos parlamentares que apresentam problemas na habilitação. Anteontem, o presidente do Conselho de Ética, Pedro Ivo Ilkiv (PT), disse que não considerava que seus pontos na carteira de motorista fossem motivo de "desabono", mas que poderia até sair do grupo se a família de Gilmar Rafael Yared não concordasse com tal opinião.


Ontem, Justus enfatizou que os membros do grupo e o corregedor da Casa, Luiz Accorsi (PSDB), são competentes para continuar à frente do caso. "Desde o acidente, sofremos todos os dias. Carli Filho é muito querido pela Casa, de boa família, e tem o nosso respeito. Imagino que o caso é envolvente, mas não podemos condenar ninguém antecipadamente. E a Casa não vai ficar inerte. A Assembleia Legislativa não vai deixar de dar uma resposta definitiva", disse ele.


Justus se manifestou sobre o assunto, no plenário, depois que o deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB) fez discurso semelhante. "Tenho todas as justificativas para dar sobre os meus pontos na carteira de motorista. Mas não tenho problema em assumir a minha responsabilidade. Se eu não chamei a atenção dos meus funcionários que levaram multa, a responsabilidade é minha. A culpa é minha. E se os meus eleitores acharem que eu não mereço confiança, eles não votam em mim em 2010. E pronto. A exploração, o uso político de um acontecimento assim, é errado", disse Rossoni.

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