Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Esquema de corrupção

Lava Jato está perto de identificar 'cabeças' do petrolão

Rubens Chueire Jr. - Equipe Folha
05 jul 2015 às 08:39

Compartilhar notícia

Divulgação
siga o Bonde no Google News!

Curitiba – Depois de um ano e meio de investigações, 15 fases deflagradas e da prisão de ex-diretores da Petrobras e de diversos empreiteiros, a Operação Lava Jato caminha a passos largos. Para o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) que atua em Curitiba, ainda há muito a ser apurado, mas ele acredita que os trabalhos já avançaram a ponto de estarem perto de identificar os envolvidos que realmente dominavam todo o megaesquema de corrupção e desvios de recursos públicos.

"Diria que já ultrapassamos a metade da investigação, mas ainda há muita coisa a denunciar. Quando se vê o nível de pessoas que estão presas você pergunta: 'Há muito mais gente do mesmo nível ou acima deles para serem envolvidas?' É como uma pirâmide que a gente vai colocando as peças e vai fechando a estrutura. Creio que nós estamos perto de chegar naqueles que realmente tinham o domínio das operações", afirma o procurador. "Quando você prende um Marcelo Odebrecht, um presidente da Camargo Correa (Dalton Avancini) e da UTC (Ricardo Pessoa), já se está perto disso", completa.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Lima acredita que outros esquemas criminosos devem aparecer, mas ressalta que a possibilidade de novos personagens surgirem é mais reduzida. Segundo ele, os trabalhos ainda devem se aprofundar na área de comunicação da Petrobras, mas que, diante do todo, não se compara com os contratos de refinaria e outros negócios que já foram alvo de apuração. "Acho que faltam poucos personagens que são mais ou menos previsíveis e acredito que não vai haver nenhuma surpresa. O que vai, de repente, aparecer é um novo esquema criminoso em algum lugar, mas os personagens não vão mudar muito. Na verdade, o que acontece é uma repetição de nomes, mas as pessoas que realmente mandam são poucas", reforça o procurador.


QUALIDADE DAS PROVAS


O integrante da força-tarefa lembra que não há dúvida sobre a existência do cartel de empresas e do pagamento de corrupção, como questionam as defesas do executivos presos na operação. Lima diz, inclusive, que se surpreende com o nível de provas que estão surgindo durante os trabalhos. "A cada dia me surpreendo com o volume de evidências, muito em parte devido à cooperação internacional, que é um procedimento sigiloso e lento. Mas quando se chega nesta fase temos uma quantidade de provas e informações absurda. Posso ter um problema para provar um contrato ou outro, mas não para ter a fotografia completa dos fatos. Quanto ao desenho dos fatos em relação à cartelização, não tenho dúvida da participação de todas as empresas."


O discurso de Lima é reforçado pelo delegado Igor Romário de Paula, coordenador das investigações da Lava Jato na PF. "Estas empresas que questionam a atuação da MPF e PF se resumem a poucas, porque muitas já admitiram a existência da cartelização", aponta.

Cadastre-se em nossa newsletter

De acordo com o delegado, a Lava Jato está se tornando uma "operação permanente" dentro da PF. Ele conta que chegou a fazer uma previsão de recursos e de pessoal para atuar nas investigações que já teve de ser refeita duas vezes. "Primeiro achamos que conseguiríamos terminar as apurações até o final do ano passado, mas o novelo foi se desenrolando e outras áreas aparecendo, realmente não vejo previsão para término dos trabalhos", avalia.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas