O deputado Luis Miranda disse à CPI da Covid nesta sexta-feira (25) que o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as suspeitas sobre compra da vacina indiana Covaxin eram coisa do "Ricardo Barros (PP-PR)", líder do governo na Câmara.
Miranda disse o nome do parlamentar em resposta à senadora Simone Tebet (MDB-MS).
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Segundo o depoente, o nome foi mencionado quando ele se reuniu com o presidente para relatar as denúncias feitas pelo irmão Luis Ricardo sobre supostas irregularidades no contrato entre a Precisa e o Ministério da Saúde.
"A senhora também sabe que foi o Ricardo Barros que o presidente falou. Eu não me sinto pressionado para falar, eu queria ter falado desde o primeiro momento, mas é porque vocês não sabem o que vou passar".
Mais cedo, o deputado havia afirmado que Bolsonaro atribuiu o caso a ações de um parlamentar, mas afirmou que não lembrava o nome citado pelo mandatário.
"Vocês sabem quem é, né? Sabem que ali é foda. Se eu mexo nisso aí, você já viu a merda que vai dar, né. Isso é fulano. Vocês sabem que é fulano", disse Bolsonaro, segundo Miranda.
No Twitter, Barros afirmou que não participou de nenhuma negociação em relação à compra das vacinas Covaxin. Leia o post.
Não participei de nenhuma negociação em relação à compra das vacinas Covaxin. "Não sou esse parlamentar citado”,
A investigação provará isso.
Também não é verdade que eu tenha indicado a servidora Regina Célia como informou o senador Randolfe.
Não tenho relação com esse fatos. Ricardo Barros (@RicardoBarrosPP) June 26, 2021
Após o depoimento do deputado Luis Miranda, os membros da CPI da Covid pediram a convocação do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).