A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Londrina seguiu o parecer da procuradoria jurídica e encaminhou à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar a representação contra o vereador Filipe Barros (PRB), devido aos xingamentos proferidos por ele contra manifestantes na greve geral do dia 28 de abril. Na manhã desta quinta-feira (1º), a Mesa Executiva também optou pelo arquivamento de outra representação contra o vereador Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, em um imbróglio envolvendo o presidente da Câmara de Jataizinho, Maurilio Martielho (PSD).
A Comissão de Ética vai analisar se Barros infringiu o artigo 8º do Código de Ética, que delimita os atos atentatórios contra o decoro parlamentar. Pelo documento, as penalidades aplicáveis vão de censura verbal ou escrita a suspensão de prerrogativas ou do mandato e até à cassação.
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No caso de Boca Aberta, cuja representação considera que o vereador "proferiu expressões ofensivas, difamatórias e preconceituosas" contra prefeitos e parlamentares da região, a procuradoria jurídica sugeriu o arquivamento, uma vez que ele estaria exercendo atividades no exercício da função.
Ainda nesta quinta, movimentos sindicais protocolaram nova representação contra Filipe Barros, pedindo sua cassação pelas ofensas a manifestantes grevistas.