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Núcleo londrinense debate necessidade de auditoria na dívida pública da União

Luís Fernando Wiltemburg - Redação Bonde
16 mai 2017 às 10:39

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Divulgação/Auditoria Pública Cidadã
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A falta de transparência sobre a dívida pública da União e seus reflexos na falta de investimentos nas áreas sociais e econômicas serão tema de debate nesta quinta-feira, a partir das 19h, na avenida Higienópolis. O encontro é promovido pelo Núcleo Londrina da Auditoria Cidadã da Dívida, associação sem fins lucrativos que estuda o assunto e luta pela auditoria dos gastos do governo com juros e amortizações. O evento é aberto ao público, gratuito, e será realizado na Avenida Higienópolis, 32, 16º andar.

Segundo Gleice Nogueira, uma das voluntárias, o grupo suprapartidário considera que o chamado "sistema da dívida" é o maior sistema de corrupção do Brasil porque é gerada sem contrapartida em bens e serviços para a população. Seu pagamento é o argumento utilizado pelo governo federal para promover o ajuste fiscal, privatizações e as contrarreformas da Previdência e do chamado teto dos gastos públicos, que limitou pelos próximos 20 anos os investimentos sociais aos patamares de 2016, corrigidos pelos índices da inflação.

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Gleice ressalta que a dívida pública deve consumir, neste ano, mais de R$ 1,7 trilhão, o que representa 50,4% do Orçamento Geral da União, enquanto educação e saúde têm reservados para cada menos de 4% dos recursos previstos para este ano na Lei Orçamentária Anual. "A população está pagando esta conta que não deve. Este dinheiro é administrado sem transparência e afeta os direitos da população, inclusive dos londrinenses, por isso é importante todos participarem da discussão e ajudar a construir a luta pela auditoria da dívida", diz.


Estipulado como forma de controlar o crescimento dos gastos da União, o teto estipulado na Emenda Constitucional (EC) 95, aprovada no ano passado, não afeta a dívida pública, que é paga a credores, mas apenas o que retorna de investimentos para o brasileiro.


Para Gleice, os efeitos da EC serão enormes nos investimentos sociais, que demandam mais recursos públicos a cada ano. Gleice exemplifica o impacto no Sistema Único de Saúde (SUS): "Medicamentos e equipamentos tendem a se tornar mais caros; se surge uma epidemia, consequentemente será preciso mais investimentos para combatê-la. Com a crise, mais famílias deixam de pagar planos privados para migrar para o SUS, assim como tiram os filhos das escolas particulares para colocar na escola pública, sendo assim os investimentos devem ser cada vez maiores."

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Uma auditoria da dívida pública com participação da sociedade civil já foi pedida pelo PSOL, mas vetada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Neste ano, o presidente Michel Temer (PMDB) vetou o mesmo dispositivo proposto pelo Congresso Nacional.


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