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'Guru' do bolsonarismo

Olavo de Carvalho diz que vai votar em Bolsonaro por falta de alternativas em 2022

Mateus Vargas/Folhapress
28 dez 2021 às 16:53
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O escritor Olavo de Carvalho afirmou nas redes sociais que irá votar no presidente Jair Bolsonaro (PL) por falta de opção na disputa ao Palácio do Planalto, em 2022.

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Antes aliado de primeira hora de Bolsonaro e tido como ideólogo do governo, o escritor se tornou crítico do presidente. "De luta anticomunista, o Bolsonaro não entende PORRA NENHUMA [sic]. Atacar a Globo em vez do Foro de São Paulo é, para usar a expressão bíblica, coar o mosquito e engolir o camelo", escreveu Olavo no Twitter na manhã desta terça-feira (28).

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Em resposta a um seguidor, Olavo disse que vai "votar no próprio Bolsonaro, por falta de alternativas".


Em outra publicação, Olavo afirmou que Bolsonaro é o melhor candidato. "O problema é que, na situação calamitosa a que chegamos, isso não gasta", declarou o escritor, que também tem feito críticas aos militares e ao STF (Supremo Tribunal Federal).


O escritor ainda entrou em atrito, na última semana, com o presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, que havia feito críticas a Olavo.

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Considerado "guru" do bolsonarismo, Olavo disse, no último dia 20, que o presidente o usou como "poster boy" para se eleger. A declaração foi feita durante live realizada no YouTube, ao lado de outros nomes conservadores como os ex-ministros Ricardo Salles (Ambiente) e Abraham Weintraub (Educação).


Em depoimento à Polícia Federal, no fim de novembro, o escritor minimizou os vínculos com a família de Bolsonaro e seus principais discípulos no país, como o blogueiro Allan dos Santos.


Olavo afirmou aos investigadores que conversou em quatro oportunidades com Bolsonaro, sendo três por ligação de menos de dois minutos, e uma no jantar realizado na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos.


Também afirmou ter sido convidado por Bolsonaro para ocupar o cargo de ministro da Educação ou da Cultura, mas que recusou o convite. Ele confirmou ainda que indicou os nomes de Ernesto Araújo para as Relações Exteriores e Ricardo Vélez para a Educação, ambos já demitidos do governo.

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