Mesmo se o governo Michel Temer sobreviver às denuncias, o que está em jogo agora, dizem os dirigentes tucanos, é o futuro do partido e seu papel em 2018. A avaliação recorrente é de que o PSDB já perdeu o protagonismo do desembarque e ainda queimou a largada ao prospectar a eventual candidatura de Tasso Jereissati (CE) em caso de eleição indireta. Se desembarcar agora, o PSDB vai sozinho. Ou, como disse um cacique, "seríamos mais um PPS da vida", em alusão ao desembarque do partido do ex-ministro da Cultura Roberto Freire.
Com o mantra da "cautela", os quatro ministros do PSDB, a maioria dos senadores e governadores, liderados por Geraldo Alckmin, por Fernando Henrique Cardoso, pelo senador afastado Aécio Neves (MG) e pelo presidente interino, Tasso Jereissati, defendem a permanência. Os grupos de Alckmin e de Aécio atuam nos bastidores para evitar a saída. A avaliação de aecistas é de que o rompimento com o governo Temer pode prejudicar o mineiro. O pensamento é de que, caso o PSDB desembarque, o PMDB atuará para que o tucano seja cassado.
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"Não consta que as bases estão se manifestando. Na bancada da Câmara são 47 deputados federais. Esse grupo defende majoritariamente que o partido continue apoiando o governo e as reformas", minimizou o senador Paulo Bauer (SC), líder do PSDB no Senado. Apesar da negativa de Bauer, porta-voz da ala pró-Temer, as bases estão em ebulição.