Política

Paraná já tem dois candidatos a governador

10 jun 2014 às 19:34

O primeiro dia do período de convenções partidárias determinado pela Justiça Eleitoral já teve a oficialização de duas candidaturas ao governo do Paraná. Enquanto as principais legendas no estado esperam a definição do PMDB, que realiza sua convenção no dia 20, PHS e PSOL já realizaram seus encontros partidários no primeiro dia, lançando seus candidatos ao governo. Pelo PSOL, o servidor público federal Bernardo Pilotto irá para a disputa, enquanto o recém-criado PHS escolheu o ex-prefeito de Maringá Silvio Barros como candidato.

Enquanto o PSOL decidiu por chapa pura nesta eleição, dispensando coligação até com seus históricos aliados, PSTU e PCB, e lançou o professor Luiz Piva para o senado, além de 25 candidatos a deputado federal e 20 estadual, o PHS está aberto para novos aliados, mantendo conversas com o Pros, PTB, PCdoB, PPS e PSD.


Nos bastidores, há quem aposte, até, que o próprio Sílvio Barros possa abrir mão da candidatura caso seu partido ou seus aliados (é irmão de Ricardo Barros, do PP, e cunhado de Cida Borgheti, do Pros) consiga um bom espaço na candidatura do governador Beto Richa (PSDB), que disputará a eleição. Ricardo Barros é ex-secretário da Indústria e Comércio do governo Richa.


"Eu penso que o paranaense já manifestou seu interesse e sua preocupação e quer mudanças, estamos dispostos a apresentar ao eleitor um jeito diferente de fazer gestão pública, que é o que fizemos em Maringá, reconhecida como a melhor gestão fiscal do Estado. Queremos apresentar essa proposta e participar do processo", disse o agora candidato.


Silvio Barros responde a processo por improbidade administrativa no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suspeita de contratações irregulares no período em que foi prefeito. Condenado em primeira e segunda instância, o ex-prefeito conseguiu liminar anulando os efeitos da decisão em sentença monocrática do ministro Ari Pargendler. Na sexta-feira (13), a Primeira Turma do STJ julga o caso. Se condenado, Barros pode ficar inelegível.


"Acompanho essa caso há seis anos e tenho muita confiança que esse processo termina de maneira satisfatória. Afinal de contas, esse processo não tem a fundamentação de improbidade, como está proposto, foi tudo feito dentro da legalidade. Não temos nenhuma preocupação quanto a isso e torcemos para que seja julgado o quanto antes", declarou.

Sem nunca ter conseguido eleger sequer um vereador no Paraná, o PSOL repete a estratégia de candidatura própria para tentar alcançar uma cadeira na Assembleia Legislativa. "Queremos fazer um convite para que a população participe da política de maneira permanente, indo às ruas, estando nos movimentos sociais, sindicatos, pastorais e outros, e trazer novos temas para o debate eleitoral", disse Bernardo Pilotto.


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