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Najara Araujo/Câmara dos Deputados
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64 não votaram e 1 se absteve

Por 229 x 218, PEC do voto impresso é rejeitada na Câmara dos Deputados

Folhapress
11 ago 2021 às 00:31
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Mesmo com 229 votos sim, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do voto impresso para as próximas eleições não passou na Câmara dos Deputados em votação realizada na noite desta terça-feira (10). Para levar a votação em segundo turno e depois para o Senado, a proposta precisaria de 308 votos. Duzentos e dezoito deputados votaram não ao voto impresso e houve uma abstenção. Sessenta e quatro parlamentares não votaram.

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A votação desta terça-feira (10) enterra a proposta que mobilizou a escalada de ataques de Bolsonaro a integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e que agravou uma crise entre os Poderes, apimentada com a apresentação de blindados das Forças Armadas em Brasília, vista como tentativa de intimidação no dia de votação da PEC do voto impresso no plenário da Câmara.

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Desde antes de assumir, Bolsonaro tem alimentado suspeitas contra as urnas eletrônicas, apesar de jamais ter apresentado qualquer indício concreto de fraude nas eleições. Baseado nessas falsas suposições, e em um cenário de queda de popularidade e de maus resultados em pesquisas de intenção de voto, já ameaçou diversas vezes a realização da disputa do ano que vem.


O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), disse ter ouvido de Bolsonaro o compromisso de que respeitaria o resultado do plenário – apesar da desconfiança inclusive de aliados do presidente.

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A votação ocorreu horas após um desfile militar que reuniu na manhã desta terça cerca de 40 veículos, todos da Marinha, entre blindados, caminhões e jipes. A parada militar passou ao lado da praça dos Três Poderes, onde estão o Palácio do Planalto (sede do Executivo), o Congresso Nacional (Legislativo) e o Supremo Tribunal Federal (Judiciário).


Interpretado como uma tentativa de demonstração de força do presidente no momento em que aparece acuado e em baixa nas pesquisas, o desfile foi alvo de uma série de críticas do meio político, sendo tratado como como mais uma tentativa do Planalto de pressionar outros Poderes e de buscar a politização das Forças Armadas.

Segundo o sistema da pesquisa da Câmara, a última vez em que o plenário rejeitou uma PEC integralmente foi em março de 2017 –a proposta que possibilitava universidades públicas cobrarem por cursos de extensão e de pós-graduação latu sensu. Foram 304 votos a favor da PEC à época, quatro a menos que o mínimo necessário.


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