Dez pessoas investigadas durante a terceira fase da Operação Publicano foram indiciadas pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O inquérito, concluído pelo delegado Ernandes Cezar Alves na última sexta-feira (16), já foi distribuído para a 3ª Vara Criminal. O Ministério Público (MP) deve analisar o processo até o final desta semana e usá-lo como base para a apresentação de uma ação penal.
De acordo com as investigações, os acusados são suspeitos de criar empresas para 'lavar' o dinheiro arrecadado pelo esquema de pagamento e cobrança de propina descoberto pelo MP dentro da Receita Estadual, em Londrina, durante a primeira e a segunda fases da Publicano.
O principal 'personagem' da terceira etapa da Publicano é o ex-delegado da Receita José Luiz Favoreto Pereira, preso no último dia 8 junto com esposa e irmão, Leila Pereira e Antônio Pereira Júnior Favoreto. O empresário Sarkis Sâmara e a esposa dele, Marlúcia Sâmara, também foram detidos na ocasião. Uma pessoa que também teve a prisão preventiva decretada continua foragida, conforme Alves.
Além dos seis, segundo o delegado, foram indiciados dois empresários e duas pessoas que serviram de 'laranjas' para o esquema criminoso.