Política

Publicano: Richa deverá ser investigado pelo STJ, prevê Gaeco

17 jul 2015 às 17:35

Com a campanha suspeita de receber dinheiro do esquema de cobrança de propina da Receita Estadual, o governador Beto Richa (PSDB) deverá ser investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele teve o nome citado, durante as investigações da Operação Publicano, pelo auditor fiscal - e delator - Luiz Antônio de Souza, um dos servidores da Receita que teriam cobrado propina de empresários em troca de "facilidades" para a sonegação de impostos. Em depoimento após o firmamento de um acordo de delação premiada com o Ministério Público (MP), Souza disse que a campanha à reeleição de Richa recebeu cerca de R$ 2 milhões da organização criminosa. Sem competência para investigar o tucano, o MP encaminhou os pontos da apuração envolvendo o governador ao procurador-geral de Justiça do Estado do Paraná, Gilberto Giacoia, na última sexta-feira (10). "Uma vez na mão do procurador, ele fará as distribuições que achar necessário", explicou o coordenador do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado no Paraná, Leonir Batisti, adiantando que, na avaliação dele, os pontos da investigação relacionados a Richa deverão ser "remetidos ao STJ".

Ainda conforme Batisti, o STJ, assim que receber o processo, ficará responsável por abrir um pedido de providências para verificar se os fatos são "suscetíveis de provas". O coordenador do Gaeco informou que o tribunal também poderá solicitar o envio de documentos e depoimentos por parte do Ministério Público Estadual e, inclusive, determinar para que a Polícia Federal (PF) colete novos depoimentos.


Vale lembrar que o governador nega, veementemente, envolvimento com os fatos citados durante as investigações da Operação Publicano. Sempre quando questionado, Richa afirma ser um dos principais interessados na apuração do esquema. "Não haverá condescendência com quem participou de atos ilícitos", afirmou o tucano em entrevista à Agência Estadual de Notícias.

Ele, inclusive, enviou um anteprojeto de lei à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na última quarta-feira (15), que prevê punições mais severas aos auditores fiscais suspeitos de corrupção. "É uma medida para dificultar, interromper e punir a ação de maus fiscais, que são a minoria, porém, prejudicam toda a classe", destacou o governador.


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