Os vereadores debateram durante a sessão desta terça-feira (17) da Câmara Municipal de Londrina os protestos registrados no último domingo (15) em todo o país contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Em Londrina, mais de 45 mil pessoas foram às ruas pedir menos corrupção e o impeachment da petista. A vereadora Elza Correira (PMDB) defendeu o protesto, mas criticou o fato de alguns manifestantes estarem com faixas nas mãos pedindo a intervenção militar e a volta da ditadura. A parlamentar afirmou que foi vítima do regime militar e ficou "arrepiada" após visualizar o teor dos cartazes. "Parece piada. Essas faixas debocham da gente. Ditadura não presta e não serve, e quem está pedindo o retorno do regime nunca o experimentou", argumentou a peemedebista.
Elza lembrou, ainda, que se o Brasil estivesse sob um regime ditatorial, as manifestações de domingo não teriam acontecido. "Foi a democracia que garantiu o direito dessas pessoas que foram às ruas", destacou.
Os protestos também foram comentados pelo vereador Roberto Kanashiro (PSDB). O tucano elogiou as manifestações e afirmou que o brasileiro está cansado de Dilma e do PT. "Os protestos foram consequência da indignação do país, que não aguenta mais um governo corrupto", disparou.
Os vereadores Junior Santos Rosa (PSC) e Péricles Deliberador (PMN) fizeram coro às declarações de Kanashiro. "O governo está perdido e não sabe lidar com a crise. Queremos a CPI do BNDES, que precisa investigar por que uma obra de R$ 100 mil financiada pelo banco no lago Cabrinha, aqui em Londrina, ainda não começou, sendo que uma de R$ 800 milhões, custeada pelo BNDES em Cuba, já foi concluída", destacou Rosa. Deliberador, por sua vez, afirmou que o atual governo diverge quando pede a continuidade da democracia no Brasil enquanto apoia o "regime ditatorial da Venezuela".