Política

Vereadores querem discutir Plano Diretor em Londrina

18 jun 2013 às 20:37

Uma reunião entre os vereadores de Londrina, prefeito Alexandre Kireeff e o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul), Robinson Borba, deverá ser agendada ainda esta semana para marcar o início das discussões na Câmara dos projetos que integram o Plano Diretor. Durante a sessão desta terça-feira (18), o presidente da Casa, vereador Professor Rony Alves (PTB), se manifestou sobre o projeto, que ainda não chegou à Câmara para ser apreciado. Pela manhã, o prefeito Alexandre Kireeff teria dito em coletiva que encaminhará os projetos em 15 dias.

Rony afirmou que independente do que vem nos projetos, a Câmara fará audiência com a população para discutir as propostas. "Queremos conhecer as propostas do Executivo e discuti-las com a população. Queremos ouvir a cidade sobre este tema para votarmos o projeto de forma responsável", afirmou Rony, que não acredita que a votação ocorra antes do recesso da Câmara.


Assim que o presidente da Casa se manifestou sobre o assunto, a vereadora Elza Correia conversou por telefone com o prefeito para agendar o encontro com os vereadores. Ela disse que a Câmara quer saber qual a proposta do governo. "O que foi decidido na Conferência Municipal deve ser respeitado, mas precisamos
ter uma fala do Executivo para sabermos o que ele espera e propõe para a cidade", afirmou a líder do Executivo na Câmara.


Os vereadores defendem uma discussão ampla dos projetos do Plano Diretor. Dos oito projetos complementares do Plano Diretor, seis – Preservação do Patrimônio Público e Cultural, Código de Posturas, Código Ambiental, Perímetro Urbano, Código de Obras e Parcelamento do Solo – já foram aprovados. Os dois últimos projetos complementares – Uso e Ocupação do Solo e sistema viário – poderão receber adaptações da Câmara.

De acordo com o Executivo, os textos dos projetos complementares passam por uma última vistoria antes de finalmente serem encaminhados à Câmara para votação. Os projetos são frutos das discussões do Plano Diretor Participativo e deveriam ter sido aprovados até 2008. No final do ano passado, eles foram reencaminhados ao Ippul com denúncias de fraude.


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