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Secretária investigada

'Voldemort' atinge primeiro escalão do governo estadual

Edson Ferreira - Folha de Londrina
28 mar 2015 às 07:53

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Arnaldo Alves / ANPr
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Londrina, denunciou à Justiça o empresário Luiz Abi Anton, parente do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), e mais seis pessoas por formação de organização criminosa, falsidade ideológica e fraude na contratação da oficina Providence, de Cambé (Região Metropolitana de Londrina). Conforme apurou a reportagem, cópia das investigações também foram remetidas ao Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná porque surgiu "indicativo" de eventual participação da secretária estadual da Administração e Previdência, Dinorah Botto Portugal Nogara, que possui prerrogativa de foro, por causa do cargo.

A Secretaria de Administração e Previdência (Seap) é responsável por toda a frota do governo, por meio da Departamento Estadual de Transporte Oficial (Deto), cujo ex-diretor, Ernani Delicato, está entre os denunciados. A denúncia, que é um desdobramento da Operação Voldemort, deflagrada no dia 17 de março, tramita na 3ª Vara Criminal de Londrina.

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O promotor de Justiça, Cláudio Esteves, não quis confirmar o nome de Dinorah. "Pedimos a remessa de uma cópia de todo o inquérito policial para o TJ para apurar se eventualmente houve comportamento ilícito de pessoa detentora de foro. É uma situação ainda a ser investigada", sem dar mais detalhes.


De acordo com o Gaeco, Abi, o mentor das irregularidades, seria, de fato, o dono da Providence. Ismar Ieger, outro denunciado, seria apenas o laranja da empresa, mas não deixou de ter participação na fraude: teria conversado com os outros dois empresários que forneceram orçamentos, com preços maiores, para justificar a dispensa de licitação e a contratação da oficina de Cambé por R$ 1,5 milhão, no ano passado. Os dois empresários, no entanto, afirmaram não ter elaborado as propostas comerciais.


Também foram denunciados o advogado de Abi, José Carlos de Lucca; o dono de uma distribuidora de combustíveis em Bandeirantes (Norte), Paulo Roberto Midauar; também Roberto Tsuneda, sócio de Abi na empresa KLM Brasil, que tinha ligação com a Providence; além do policial militar, Ricardo Batista. Não foram detalhadas as participações dos envolvidos.

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Cláudio Esteves informou que serão pedidas novas diligências para apurar se teria havido também cobrança de sobrepreço nos serviços prestados pela oficina. O valor que teria sido pago efetivamente pelo governo à Providence é cerca de R$ 300 mil, segundo o Gaeco.


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