A reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados marcada para a tarde desta terça-feira (28), que incluía na pauta a votação do recurso sobre a cassação do mandato de André Vargas, foi cancelada por falta de quórum.
Desfiliado do PT, Vargas teve o nome envolvido com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, por ter usado um jatinho dele para passar férias com a família no Nordeste.
É a terceira vez que a sessão da Comissão é cancelada por falta de quórum.
O Conselho de Ética recomendou a perda do mandato de Vargas. O parecer do relator do caso na CCJ, deputado Sergio Zveiter (PSD-RJ), é pela rejeição do recurso. Na avaliação dele, o Conselho de Ética garantiu ao ex-petista o amplo direito de defesa e o princípio do devido processo legal.
Se a CCJ negar o recurso de Vargas, o processo de perda de mandato estará pronto para ser incluído na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados. A cassação depende do voto favorável de 257 deputados, em votação aberta.
No entanto, por conta da demora na tramitação do processo, é possível que André Vargas encerre o mandato como deputado em 31 de dezembro, escapando ileso da cassação.
Ele não concorreu a nenhum cargo nas últimas eleições.