O desaparecimento e morte da fotógrafa Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, no complexo Salto das Orquídeas, em Sapopema (PR), acende um alerta urgente sobre os riscos do ecoturismo. O caso ocorreu recentemente durante a tentativa de travessia de um rio com o auxílio de cordas, quando ela e uma companheira de viagem se desequilibraram e caíram em uma queda d'água de 45 metros de altura.
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A colega de viagem, Ana Caroline, foi localizada e resgatada com vida no dia seguinte à queda, enquanto o corpo de Ana Paula foi encontrado na manhã desta terça-feira (30). O episódio mobiliza a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (SESP-PR), o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), o Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) e a Defesa Civil, que utilizaram drones, mergulhadores e cães de busca em terrenos de difícil acesso.
Isso tudo reforça a necessidade de medidas rigorosas de prevenção antes de qualquer caminhada por parte dos praticantes e por conta de quem oferece locais e programas de trilhas em propriedades privadas e/ou monitoradas.
Abaixo estão orientações e dicas a partir das próprias autoridades no caso e também as diretrizes de regulamentação para guias de turismo e locais de ecoturismo segundo o Cadastur (Ministério do Turismo).
Planejamento e precauções
A preparação prévia representa a principal defesa do aventureiro contra acidentes graves em áreas isoladas. Veículos especializados e orientações de segurança em turismo de aventura destacam o estudo detalhado da rota. A verificação constante de previsão do tempo, altimetria e nível de dificuldade evita surpresas desastrosas.
O uso de calçados adequados com boa aderência e já amaciados previne quedas em superfícies escorregadias. Além disso, mochilas funcionais precisam conter água suficiente, alimentos leves, kit de primeiros socorros, lanterna com pilhas extras e um apito de emergência.
O compartilhamento do roteiro exato com familiares antes do início do percurso agiliza ações de resgate em eventuais contratempos. Especialistas recomendam também a interrupção imediata do passeio ao sinal de cansaço extremo ou mudanças climáticas repentinas.
O que exigir de propriedades privadas e locais monitorados
Os visitantes têm o direito de cobrar cumprimento rigoroso de normas ao ingressar em atrativos privados ou parques monitorados. A infraestrutura local necessita de placas de sinalização claras sobre os riscos específicos de cada trecho, como correntezas ou abismos.
Os estabelecimentos precisam apresentar plano de emergência atualizado e equipes preparadas para os primeiros socorros. Para atividades que envolvem travessia de rios ou tirolesas, a fiscalização e manutenção periódica dos equipamentos de ancoragem e cabos é uma obrigação legal dos proprietários.
A contratação de guias e condutores ambientais credenciados pelo Ministério do Turismo (Cadastur) garante orientação técnica profissional. Locais estruturados devem manter registro obrigatório de entrada e saída, o que impede o esquecimento de turistas nas trilhas ao fim do dia.
O que fazer em caso de acidentes no percurso
Manter a calma e conter o pânico é a primeira regra para tomar decisões racionais em um momento crítico. Caso haja feridos, preste os primeiros socorros básicos sem improvisações arriscadas, priorizando estancar sangramentos e manter a vítima aquecida para evitar a hipotermia.
Se houver sinal de comunicação, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199), transmitindo as coordenadas exatas ou pontos de referência próximos. Sem sinal, utilize o apito de emergência emitindo três silvos curtos em intervalos regulares, o sinal universal de socorro em ambientes naturais.
Evite abandonar a trilha principal para buscar ajuda sozinho, sobretudo se a visibilidade estiver baixa ou a noite se aproximar. O procedimento mais seguro é permanecer no local sinalizado, facilitando a localização pelas equipes de resgate, que iniciam a varredura a partir do último ponto conhecido.