A fiscalização de trânsito no Paraná e mais sete estados ganha uma nova tecnologia para coibir o excesso de velocidade. Diferente dos modelos fixos, o novo sistema opera com dois pontos de medição nas rodovias. O equipamento calcula o tempo gasto pelo motorista para percorrer a distância entre as câmeras. A mudança impede a tática perigosa de frear apenas perto do monitoramento.
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A Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (SUROD) autorizou o projeto para rodovias federais. Além do Paraná, que testa o modelo em vias como a BR-376 e a BR-277, o monitoramento ocorre em outros sete estados. O experimento alcança rodovias do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O experimento tem duração inicial de seis meses, com chance de prorrogação. O objetivo principal da medida é avaliar a viabilidade da tecnologia nas rodovias federais concedidas à iniciativa privada. Nesta etapa, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) classifica o projeto piloto com caráter exclusivamente técnico e educativo.
Durante a fase de testes, os motoristas não recebem multas ou infrações de trânsito. A fiscalização foca apenas em observar o comportamento dos condutores nos trechos monitorados. As vias de teste precisam contar com sinalização clara para informar os usuários sobre o experimento em andamento e evitar sustos.
Tecnologia já reduz infrações há uma década no Brasil
O sistema de velocidade média já passa por testes no país há quase dez anos. Em Uberaba (MG), a concessionária Eco Rodovias monitora um trecho crítico de 11 quilômetros na BR-050. Após ações educativas com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o local registrou uma queda de 22,5% nos flagrantes de excesso de velocidade.
Antes da experiência mineira, o modelo emitiu 852 mil notificações educativas em São Paulo. Durante seis meses, quatro pontos da capital paulista monitoraram o trânsito sem aplicar penalidades financeiras. O destaque ficou para a Avenida Jacu Pêssego, via da Zona Leste responsável pelo maior número de registros na fase experimental.
(Com informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (SUROD), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Eco Rodovias.)