Um gesto silencioso de proteção salvou uma criança de nove anos de uma tentativa de estupro no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, na manhã de sexta-feira (9). Ao ser abordada e agarrada por um homem de 54 anos a caminho da escola, a vítima usou o sinal universal de socorro — dobrando o polegar na palma da mão e fechando os outros dedos. O primo de 10 anos percebeu o pedido de ajuda e correu para buscar apoio imediato em um posto de combustíveis.
- Londrinenses celebram Aparecida e rezam por proteção às crianças
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
- Por que as rodovias têm códigos como BR-369 e PR-445? Entenda
O alerta rápido do menino mobilizou frentistas e clientes do estabelecimento, que tentaram reter o suspeito antes de ele tentar fugir. Uma equipe da Guarda Municipal que patrulhava a região recebeu o aviso e efetuou a prisão em flagrante. As autoridades confirmaram que o agressor usava tornozeleira eletrônica e já possuía histórico criminal por estupro de vulnerável desde 2017.
A orientação prévia dentro de casa desempenhou papel decisivo no desfecho do caso. A avó das crianças explicou que mantinha conversas constantes sobre medidas de segurança, incentivando-as a prestar atenção aos perigos e a reconhecer o gesto ao assistirem a reportagens na televisão. A preparação familiar permitiu que o primo interpretasse o pedido de ajuda com gravidade, agindo sem hesitação no momento crítico.
Criado originalmente no Canadá em 2020 pela Canadian Women's Foundation, o código de mão visava denunciar a violência doméstica durante o isolamento da pandemia. A ferramenta de comunicação não verbal espalhou-se globalmente como recurso eficaz para pessoas em situação de risco extremo, permitindo pedir socorro sem alertar o agressor.
Especialistas orientam que qualquer pessoa ao notar o sinal de socorro busque ajudar de maneira discreta e acolhedora, conduzindo a vítima a um local seguro como farmácias ou comércios. Caso não seja possível uma aproximação direta, a recomendação é acionar a polícia imediatamente via número 190 para relatar a emergência e a localização exata.