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Caixa vai flexibilizar regras para construção

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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A Caixa Econômica Federal (CEF) vai reduzir as exigências para financiar a construção de moradias populares. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou à Caixa que estude a possibilidade de aceitar declaração de propriedade do terreno fornecida por Estados ou municípios para o financiamento habitacional. No diagnóstico do governo, os problemas com a falta de escritura, nos casos de áreas em fase de regularização, têm emperrado a concessão de empréstimos à população de baixa renda.

A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi escalada por Lula, na última sexta-feira (20), para apresentar os principais pontos do programa de habitação popular - que será lançado em março - na reunião com os ministros da área social, no Palácio do Planalto. Um dia antes, Dilma e o próprio presidente pediram a governadores de vários Estados que identificassem terrenos em locais com infraestrutura para a construção de casas populares.

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Lula solicitou que as áreas listadas tenham condições de moradia. Mais: insistiu em que não quer "jogar" as pessoas em locais isolados, sem nada por perto."O governo está chamando equipes de diversos Estados para fazer a checagem dos terrenos públicos", afirmou o governador do Piauí, Wellington Dias. "Agora, a Caixa deverá aceitar declaração de titularidade de um ente público para ampliar o empréstimo destinado à construção de moradias populares. Vai melhorar muito porque antes o sujeito tinha de comprovar o registro da área para obter o financiamento."


Dias esclareceu, no entanto, que o governo não está legalizando invasões. "A ideia é encontrar uma forma de redução do valor dos imóveis e das prestações", argumentou.


Cinco governadores do Norte e do Nordeste já concordaram em abrir mão da receita do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado do material de construção, para tornar o programa viável. Além de Wellington Dias, endossaram a proposta os governadores Jaques Wagner (Bahia), Eduardo Campos (Pernambuco), Marcelo Déda (Sergipe) e Eduardo Braga (Amazonas).

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Lula está convencido de que, para reduzir as prestações, é preciso desonerar tributos e diminuir o spread bancário - a diferença entre os juros que a instituição financeira paga para ter o dinheiro e a taxa cobrada do cliente na hora do empréstimo. O governo ainda faz contas para definir qual será o corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do material de construção, que pode gerar uma renúncia fiscal na casa de R$ 1 bilhão.


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