O Perdido na Metrópole esticou as férias um cadim além do previsto.
Mas, porém, contudo, todavia, entretanto... Agora mais firme, forte e repousado, está de volta novamente traveis à árdua tarefa de comentar os causos sassucedidos.
Parem o Brasil que eu quero descer!
Dondeuvim? Prondeuvô? Onqueutô?
Pronostamuíno, hein?
Antes de pegar no batente e dar início àquela ladainha política de sempre que não nos deixa em paz... Com direito a Lula, Lobão, Lobinho e congêneres... Desanuviemos cadim falando de outros bichos.
A revolta dos bichos
Recentemente, os sassucedimentos animalescos invadiram o noticiário de tal forma que cheguei mesmo a pensar cá com meus botões...
Será que é uma rebelião?
Aparentemente revoltada com o superaquecimento do planeta, a bicharada aprontou de montão no final do ano passado e também no começo deste.
Depois ainda vêm dizer que não está acontecendo nada de diferente na Terra, né não?
A começar pela infestação de águas-vivas que continua ferindo banhistas em todo o litoral brasileiro, credo.
Um amigo que reside na Baixada Santista escreveu para dizer que apareceu tamanha quantidade de águas-vivas por lá que, ao pescar em mar aberto, está quase certo de ter visto uma corvina com roupa de amianto.
O jacaré perdido
Já em Cariacica, no Espírito Santo, um jacaré de 1,70 m e 40 kg foi encontrado perambulando pelo meio da rua. Pode?
- Mamãe, o que é aquilo atravessando a rua? É um novo tipo de pit bull?
- Não, meu filho. Fica calmo, é só um jacaré.
O macaco Chiquinho
Enquanto isso, em Uberaba (MG) finalmente conseguiram capturar o simpático e traquinas macaco-prego Chico.
Chiquinho vivia na Mata do Ipê, parque municipal, onde se envolveu em uma série de "ocorrências". Transformado em réu, é acusado de invadir casas da vizinhança e um prédio público, furtar e destruir objetos (ele ama quebrar mouse de computador), rasgar documentos e morder freqüentadores do parque (aí você pisou na bola, né Chiquinho).
Mas entre mouses mortos e feridos, tudo acabou bem para o lado do Chico. O nosso amiguinho foi transferido de mala e cuia para um criadouro conservacionista, em Araxá (MG).
Acreditam que chegou até a ter audiência pública para que a população decidisse a respeito do destino do Chico? Pois é.
Corujas gaúchas
Mas a mais animal de todas as notas animais de início de ano foi a das corujas do Rio Grande do Sul.
Um ninho delas impediu a queima de fogos na festa de Réveillon do balneário de Capão da Canoa.
Pois é. Ninguém mandou o prefeito querer perturbar a paz das bichinhas.
Não é que família coruja construiu seu ninho dentro das conformidades, pagou IPTU direitinho e a cambada vem querer soltar 12 minutos de fogos bem ao lado do seu lar doce lar?
Resultado?
Como a prefeitura não apresentou a tempo a licença ambiental para liberar a foguetança, o Batalhão Ambiental recolheu todo o material apenas cinco minutos antes da virada. Bem feito.
Imagino só a raiva da turma toda de branco, segurando o champanhe, frustrada, esperando o foguetório e as corujas lá, com cara de paisagem, como se dissessem...
- Estamos quietas aqui, hein, não fizemos nadinha.
Estou quase certo que as tais corujas são amigas do opositor do prefeito. Lógico, o animal também é um animal político.
2008 vai ser o bicho, tenho certeza.
Volto na próxima semana ou a qualquer momento em edição extraordinariamente ordinária.