De olho na aposentadoria que o governo pretende criar para quem não trabalha, o Perdido na Metrópole retoma a labuta invadindo todos os fatos improdutivos que encontra pela frente.
Cá estou, firme e forte como geleia, escrevinhando diretamente do único país em que morre mais gente por tomar vacina do que da doença propriamente dita.
Parem o Brasil que eu quero descer!
Dondeuvim? Prondeuvô? Onqueutô?
Pronostamuíno, hein?
Ainda não sei em qual escola irei desfilar...
Ó dúvida cruel.
Estou para escolher entre a Unidos na Pindaíba, a Acadêmicos do Serasa e a Mocidade Dependente do SPC.
Pois é, passo por uma fase de vacas anoréxicas.
Eu e mais ou menos exatamente 90% da população.
Como o Lula não topou emprestar um cartão de crédito corporativo, o jeito será passar mais um carnaval em casa aboletado à TV.
O carnaval corporativo
A celeuma acerca do aparente uso indevido dos cartões corporativos por parte do primeiro escalão do governo permitiu que pudéssemos vislumbrar a farra que deve rolar solta nas andanças ministeriais pelo Brasil afora.
E olha que o Brasil tem "poucos" ministros de Estado, né não?
Serviu também para que eu pudesse descobrir que o nome do lugar onde vendem tapioca é a tapiocaria. Não sabia, juro. Não sou lá muito fã de tapioca.
Mas o que é que um ministro dos Esportes tinha de tão urgente para fazer oficialmente em uma tapiocaria?
Sim, porque os tais cartões foram criados apenas para suprir gastos emergenciais.
E a ministra Matilde Ribeiro, da Igualdade Racial, então?
Nem sabia que esse ministério existia.
Ainda estou tentando decorar o nomim deles todos, uai. Eu chego lá. Até 2010 eu consigo.
No ano de 2007, a ministra Matilde gastou R$ 110 mil com aluguel de carros. Pode? Daria para comprar dois senhores carangos com essa grana toda, né não?
E o que será que ela comprou de tão emergencial em um free shop no valor de R$ 461,16?
Bom, essa já pediu demissão.
Calma lá. Para tudo neste mundo tem uma explicação.
Em outros ministérios, pagaram, também com cartão corporativo, despesas "emergenciais" em...
Lojas de instrumentos musicais - provavelmente para colocarem a boca no trombone contra algo que estivesse prejudicando a população.
Óticas - Muito fácil de entender. Longe de mim querer chamar o governo de míope, hein, de forma alguma.
Choperias - Ninguém é de ferro, né não?
Já disse aqui que na próxima encadernação quero ser ministro de alguma coisa. Se o PT continuar no poder, até lá teremos uns 450 e poucos ministérios. Vai ter lugar para todo mundo, até para quem ainda não nasceu.
Para terminar, mudando de pato alegórico para ganso de abadá...
Enquanto isso, em Pernambuco...
O povo largou mão de querer brigar com a Igreja para ter direito à tal da pílula-do dia-seguinte.
O nome ficou um pouco comprido, mas o povo pernambucano acaba de lançar a pílula-do-dia-depois-que-o-padre-não-ficou-sabendo-que-eu-transei.
No Brasil é assim. Para tudo se dá um jeito.
Vou comer uma tapioca e volto na próxima semana ou a qualquer momento em edição extraordinariamente ordinária.